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Terremoto

Posted: segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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que bela manhã de sol
que bela manhã de sol para as pessoas saírem de suas casas
manhã de sol para se fazer tudo que se planejou
quantas pessoas ali na rua
na rua em uma manhã de sol
uma rua no sol
sol - coisa que dá vida
rua - coisa onde se vive

olha: estão todos caminhando ali
todam andam, andam, andam
andam
andam
mais
andam mais
andam
andam, andam, andam
correm, mais
correm, andam, correm
andam, correm, correm
correm, correm, andam
mais
e
mais
e
mais
e
mais

eis um ruído em meio a ruídos
a vozes
numa sincronia
perfeitamente dessincronizada
camadas e camadas de vozes
diferentes tons
tons e gritos e sussurros

todos ali no concreto
o ruído cresce, cresce, cresce
as pessoas diminuem suas vozes
tentam descobrir o que é
aos poucos se afastam de onde vem os ruídos
oooh: uma linha ali no meio
- alguns correm
- medo e pânico em alguns
nem todos pagaram as contas
olha! - outra linha -
nem todos compraram o que precisavam
ouça: está tremendo!
nem todos viram o que passou na televisão
nem todos trabalharam o quanto deviam
mais e mais linhas
retas
curvas
riscos
lápis
lápis no concreto
quem duvidou que vulcões aqui existem?
quem achou que aqui não havia pânico?
rompe
rompe
romp
r-o-m-p-e
ROMPEU!

foi poeira pra todos os lados
alguns gritaram
algumas bocas: subjugadas pela lei da gravidade
aquilo era simplesmente impossível
um dia como aquele, impensável
inaceitável
mas quem diria,
lá estava ela
toda cercada de rosa
toda cercada de um aroma jamais sentido
- só sentiam o cinza -
e lá estava, viva,
transgressora:
uma simples rosa havia rompido o concreto!

Amazônia e internacionalização

Posted: segunda-feira, 24 de outubro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: ,
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Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:


“De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!
”

A arte do silêncio

Posted: quinta-feira, 13 de outubro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , ,
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Pra mim, a voz representa a liberdade, sério mesmo. Uma pessoa sem voz é presa de outra com voz. A linguagem deve ter sido um dos primeiros passos para a autonomia. E autonomia está diretamente relacionada com liberdade, mas isso é outra história.
Mas, como disso alguém cujo nome não lembro, "a sua liberdade termina quando a do outro começa". Acredito nessa frase e a considero bastante significativa. Todos têm, ou pelo menos deveriam ter, o direito de falar, de se expressar, de se comunicar da maneira que achar melhor. Portanto, quando um fala, o(s) outros(s) deve(m) parar para ouvir.
Mas, o que eu tenho para falar não tem a ver diretamente com liberdade, repressão, ou coisas do gênero. Estou para falar do silêncio. Sim, o silêncio, uma arte sublime de expressão tão rara nesses dias em que todos querem falar ao mesmo tempo. Parece que não há mais tempo para ouvir atentamente aos próprios pensamentos. Abrir a boca é o mais importante, mesmo que saia algo totalmente desimportante. E todo mundo querendo falar ao mesmo tempo só pode resultar em uma coisa: cacofonia.
Qual a importância do silêncio? Imagine um concerto de uma orquestra e duas pessoas decidem conversar entre si em alto tom? Adeus concerto! Atrapalharia todo o clima todo o clima da apreciação musical. Imagine em uma prova, um aluno decide conversar. É por essas e inúmeras outras situações que o silêncio é importante. E não me refiro à ausência total de som, mas sim a parar para ouvir. É aquela coisa da sua liberdade liberdade acabar quando a do outro começar. Há quem opte usar a sua liberdade de forma silenciosa; mesmo assim, devemos parar para ouvir o silêncio.

Vamos todos nos unir por um mundo livre e mais silencioso!

O dia em que eu vi que estava errado (e fiquei feliz por isso)

Posted: quinta-feira, 23 de junho de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , ,
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Ontem aconteceu uma coisa muito importante em minha vida. Tudo começou quando eu e meus amigos combinamos de irmos todos juntos para o show de Zé Ramalho aqui em Assú, um show aberto e tudo mais. São João e tal. Decidi que iria para passar (mais) alguns momentos com eles e também porque já tinha ouvido falar bem do cara. Enfim, chegamos no local pouco depois das onze da noite, eu um pouco cético com a coisa toda; minhas vivências com o São João de Assú foram desagradáveis, pessoas bebendo, música ruim, a decadência humana perante os meus olhos.
Entretanto, ontem tudo foi totalmente diferente pra mim. Pela primeira vez na vida, vi alguém com uma música de verdade cantar naquele lugar. Um parêntese: anualmente, no período de São João, há shows de várias bandas, cantores, etc. todos os dias, shows abertos para todo mundo, embora ainda haja os camarotes. Todo o meu ceticismo foi pelo ralo quando Zé Ramalho começou a cantar. Eu não conhecia nenhuma música dele em específico. Já tinha ouvido um ou outro refrão na vida, mas sem saber que era dele, muito menos saber o título da música. Então tudo seria mais contemplativo, eu pararia para ouvir a música com enorme atenção, para perder o mínimo possível.
Foi um pouco tenso estar ali´num show ouvindo uma música pela primeira vez, mas eu viajei naquele timbre de voz. E que timbre! Ele cantava com um vigor impressionante, um punk nordestino (rs), acompanhado por instrumentais a la Bob Dylan. Foi exatamente isso que eu ouvi ontem/hoje (a festa terminou aproximadamente a 1 da madrugada). Um verdadeiro forró, e não apenas isso, tinha algo diferente ali (talvez tenha sido o tal "punk nordestino" de que falei agora há pouco).
Após o show, eu e alguns amigos fomos no parque de diversões. Voltamos logo depois para onde estávamos. Uma banda com um som daqueles que eu repudio tava tocando. Começou a ficar chato e entediante. Sintomas: eu iria ficar olhando a hora a cada minuto, torcendo sonhadoramente para já estar tarde o suficiente. E já estava: eram 2 da manhã quando fui embora, mas o resto do pessoal ficou lá.
Sair naquele momento foi importante, pois se eu continuasse ali, toda a diversão anterior não teria valor, mais uma noite desagradável em minha vida. Saí de lá com a alma lavada,, bastante feliz e alegre, e com a certeza de que eu não era mais o mesmo, de alguma forma.

Abraçar tudo com apenas 2 braços

Posted: domingo, 22 de maio de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , , , ,
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Falta pouco mais de um ano e meio para eu terminar o ensino médio, e o povo da minha sala já começa a pensar e decidir coisas para nossa formatura, festa e tal. Certo, tudo bem, isso todo mundo faz; mas e depois? E durante? Como será a minha vida sem essas pessoas? E não me refiro apenas aos meus colegas de classe, mas a todo mundo que eu gosto e tenho um carinho naquele lugar.
Quando eu paro pra analisar tudo que já se passou ali, eu fico assustado-estupefato-abobalhado com a velocidade do tempo: JÁ SE PASSARAM DOIS ANOS!!! E parece que foi há uma semana que eu tive a 1ª aula naquele lugar. O tempo passa muito rápido, porra. Aí, quando eu me dou conta disso, fico imaginando se fiz tudo valer a pena; se arrisquei o quanto devia, mesmo que tenha sido um erro (devo admitir que na maioria dos casos não foi um erro, pelo contrário, foi a melhor coisa que pude ter feito).
A gente quanto tem que escolher fazer ou não alguma coisa, sempre fica com um pé atrás, com o argumento: "ah, mas e se der errado?" Realmente, se for um erro, você vai se arrepender por muito tempo do que fez. Mas você só vai saber se isso foi um erro se arriscar as suas fichas no que quer fazer. É preciso deixar de lado o receio (em alguns momentos) e se jogar de cara nas vontades.
E quando você percebe que o tempo de um momento tá acabando, você quer aproveitar cada instante, cada "coisa" dele. Nem sempre é possível ter tudo de tudo (eu sei que essa expressão pode ser meio confusa, mas façam um esforço, por menor que seja, para entendê-la), mas é preciso aproveitar o máximo, pois é fato que você no futuro irá lamentar não ter feito o que queria.
E tem também as pessoas queridas, que você não imagina que irá abandonar, até o momento do adeus. Todas aquelas pessoas com que você passou (EU PASSEI) conversando durante tardes e mais tardes dos anos, às vezes esquecendo de algumas obrigações, ou mesmo conversando nas obrigações; num momento estão rindo (ou chorando) com você, no outro são as lembranças. Eu sei que um dia irei reencontrar algumas dessas pessoas, mas infelizmente não será a mesma coisa, e eu tenho consciência disso. Mas a prova de que eu amo essas pessoas está no fato de que não as esquecerei, farei questão de lembrar delas todos os dias, mesmo que eu tenha que sofrer com a saudade delas todos os dias. Então, farei com que cada momento seja único, até mesmo os mais tediosos, os mais felizes, os mais tristes, os mais engraçados, todos.

Então, precisamos arriscar naquilo que queremos. Oscar Wilde já dizia que o único jeito de se livrar das tentações é se jogar nelas.
Nem todos os momentos serão legais, mas um dia todos iremos lembrar deles, e acharemos eles bons!
E por fim, uma filosofia que eu vou tentar agregar a minha vida aos poucos: é melhor uma vida curta e intensa do que uma vida longa e parada.

Eu Rezo

Posted: sábado, 9 de abril de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , , , , , ,
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Eu rezo pelo dia em que acordarei a tempo de ver o sol nascer
Eu rezo pelo dia em que eu possa acordar descansado
Eu rezo pelo dia em que a cultura se desvinculará do capitalismo selvagem
Eu rezo pelo dia em que eu não precise sorrir
Eu rezo pelo dia em que nossos dias sejam únicos
Eu rezo pelo dia em que os medíocres não rezarão nunca mais
Eu rezo pelo dia em que não terei de engolir a Palavra
Eu rezo pelo dia em que eu possa sonhar surrealmente
Eu rezo pelo dia em que o mundo de cada um seja de Um
Eu rezo pelo dia em que eu possa acreditar no que eu quero
Eu rezo pelo dia em que o Progresso não dependa da Bolsa
Eu rezo pelo dia em que sejamos seguros na segunda família
Eu rezo pelo dia em que se pare de vender a desgraça
Eu rezo pelo dia em que não precisarei deixar um olho aberto
Eu rezo pelo dia em que o silêncio seja apenas silêncio
Eu rezo pelo dia em que os direitos estejam direitos
Eu rezo pelo dia em que eu possa descer do muro sem medo


Eu rezo por todos esses dias!

O imperador

Posted: terça-feira, 22 de março de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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A seguir, uma resenha sobre o filme "O Clube do Imperador", que um professor pediu para a minha turma fazer:
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O filme “O Clube do Imperador” narra a história de William Hundert, professor de história da Antiguidade Clássica da Escola para Rapazes Sin Benedict, onde ele ensina aos seus alunos não apenas fatos históricos, mas transmite a eles a ética, os princípios, enfim, a filosofia dos grandes pensadores greco-romanos, no intuito de moldar a personalidade deles, formando assim homens de caráter. 
No entanto, o professor se vê contrariado pelo mais novo aluno, Sedgewick Bell, que ignora todos os ensinamentos do professor. O professor, vendo-se diante desse mais novo desafio, decide ajudar Sedgewick a entrar na competição anual que ocorre na escola sobre história greco-romana, “Clube do Imperador”. Acreditando no potencial de Sedgewick, Hundert chega a burlar a regra da imparcialidade, desclassificando outro aluno, Martin, para dar oportunidade a Sedgewick, e passar seus ensinamentos ao garoto “rebelde”. 
Hundert, entretanto, percebe que cometeu um erro ao dar a vaga ao jovem, pois o mesmo colou no concurso, desacreditando ser capaz de disputar com os outros garotos. Ao mesmo tempo, Hundert descobre que por trás daquilo havia também um jogo de poder, pois ao comunicar a trapaça de Sedgewick ao diretor, este lhe ordena que prossiga com a disputa. Isso acontece porque o pais de Sedgewick é um representante político e consegue “comprar” o diretor. Anos mais tarde, Hundert é convidado pelo próprio Sedgewick – que se tornara presidente de uma grande rede de indústrias (25 anos haviam se passado) – para uma revanche com os mesmo competidores. Hundert novamente se decepciona com seu “pupilo”, que mais uma vez usa de métodos desonestos para alcançar a vitória, o que na verdade foi apenas uma desculpa/oportunidade para apresentar sua campanha ao senado. 
Hundert então se dá conta de que fracassou com Sedgewick, onde declara que “o fim depende do começo”. Nesse ponto, percebemos o quão importante é o trabalho de um professor na formação ética e moral do indivíduo, pois irão transmitir seus valores e princípios aos alunos, e não apenas chegar à sala de aula e apresentar fórmulas matemáticas prontas, regras gramaticais, etc. 
Infelizmente essa idéia tem sido deixada de lado, pois o que está, digamos, em voga no momento é a preparação dos estudantes para o vestibular, para formar profissionais técnicos com a função de atender a demanda do mercado de trabalho, sem nenhuma preocupação com os efeitos e conseqüências de toda essa falta de princípios. Algo que pode ocorrer é o mesmo é o mesmo que aconteceu com Sedgewick, um homem sem nenhum princípio, moral ou ética, desmerecendo o trabalho de seu antigo professor. 
Ou seja, por mais que as pessoas sejam imperfeitas, o trabalho de um professor é imprescindível na formação do aluno. Os mesmos esperam, mesmo que não percebam, que o professor os instiguem, ajude-os a trilhar um longo percurso. Não é possível ensinar ética e moral, mas assas duas coisas devem estar presentes nas atitudes diárias, até mesmo corriqueiras.

Para o nonsense e avante...

Posted: domingo, 13 de março de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , ,
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(Atenção: os relatos a seguir podem não condizer exatamente com a realidade, são apenas resquícios de memórias noturnas e sem noção. Se você não está a fim de ler informações que não são plenamente concisas, saia imediatamente. Caso contrário, aí é com você...)

Eu precisava contar minha situação recente e ocasional para vocês, porque esses relatos não são muito confiáveis e compreensíveis no mundo lá fora, só têm espaço no mundo virtual, administrado por mim. Bem, vamos lá, isso são apenas rapsódias e portanto não há motivo para eu ficar enchendo linguiça.
Ultimamente tenho tido uns sonhos muito esquisitos. Totalmente sem noção. Coisas que nunca aconteceriam, nem na imaginação mais fértil do mundo, nem num filme surreal, nem naqueles programas de humor nonsense. Mas que têm sido frequentes na minha "Dream Land". Ali é perfeitamente normal ocorrerem coisas daquela natureza, é onde nem as ideias mais criativas reinam. E pior: algumas coisas não têm NENHUM relação como mundo real. Não dizem que o que você sonha é porque aconteceu alguma coisa no mundo real que despertou isso; alguma coisa a que seu sonho está intimamente ligado? Pois é. Às vezes isso ocorre, às vezes não. Como por exemplo, no meu aniversário, que eu sonhei que duas amigas minhas conversavam no sofá da minha casa, só que a voz delas travavam, igual a quando um CD trava e fica na mesma sílaba. Vai entender...

Não é uma coisa com a qual eu me preocupe, ou muito menos me incomode; pelo contrário: torço para que isso ocorra com mais frequência. Não é que eu seja um surrealista desmedido, não, eu tenho limites para isso, a questão é que eu desejo isso belo bem estar da minha sanidade mental. Se esses sonhos deixarem de surgir, eu vou enlouquecer, e no sentido literal da coisa. Também não é aqueles discursos clichês, "ah, eu preciso fugir da realidade, porque ela está horrível nos últimos tempos". É coisa séria. São os únicos momentos em que eu posso "deixar" - sim, entre aspas mesmo, pois eu não tenho controle sobre isso, felizmente! - minha imaginação correr solta, sem interferências, sem ninguém me criticando ou condenando, sem culpa.

No post anterior, eu falei sobre (o meu) minimundo, que é inacessível, só meu e tal. O mundo dos sonhos é provavelmente um dos lugares mais escondidos desse lugar, onde só entra qum eu permito. Ali não tem que invada. Só entra com o meu "passe". As coisas são assim.


E que minhas noites de son(h)o sejam cada dia mais sem noção...

Minimundo

Posted: quarta-feira, 9 de março de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , , ,
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Minimundo. Etimologicamente: um mundo numa versão menor. De acordo com a teoria de sistemas de informação, uma coletânea de dados no computador que representam implicitamente o mundo real. E minha definição, não conta? No mundo real não conta. É que minha definição de minimundo só existe no MEU minimundo. Uma coisa criada para si mesma. A minha definição não está "aqui" para atender anseios da ciência, apenas os meus, apenas tentar explicar ao mundo que mundo é esse em que vivo - mesmo que da forma mais abstrata possível.
O mundo lá fora? Ele existe sim, meu corpo está nele. A todo instante, aliás. Felizmente, existe algo que permite que meu corpo permaneça nesse mundo. Apenas meu corpo. E minha mente habite em meu minimundo. Sem que ambos se separem. Sem que eu tenha que receber a visita daquela senhora vestindo a última moda do coturno. Gosto desse possibilidade; e enquanto não receber essa visita, não abro mão de investigar as rapsódias desse mundo estranho e minimalista.
Se é assim que os outros desejam considerar, que eu seja egoísta. Porque eu não tenho mais saco para antender as expectativas do mundo. Já é difícil atender minhas criações, imagine a dos outros! Seria totalmente desgastante. Mas reconheço que há pessoas que merecem. O difícil é definir as pessoas dignas desse merecimento. Quais quesitos avaliar em cada. Poderia começar por aqueles que entendem O PORQUÊ do meu minimundo - só o porquê, porque exigir conhecê-lo é covardia. Seria ótimo não? Mas, se eu tô no meu minimundo, e não no mundo lá fora, que vai entender? E quem vai buscar, hein? Está tudo em jogo. Os livros, os sites, o que for. Está tudo lá. Só não vou dizer a página; quem quiser que vá atrás. E pra completar: esse 'livro' não vem com sumário, ou índice remissivo; então o indivíduo vai ter que ler o livro todinho pra tentar compreender e saber onde está o minimundo. Essas são as minhs regras. Nem se você as cumprir, você vai ter acesso total a esse meu espaço. Nem eu consigo/me atrevo a observar todo ele, imagine você, intruso.
O irritante é quando eu quero ir pro meu minimundo, e fica alguém me cercando no mundo lá fora. Aí entrar em lá de vez não dá, podem invadir meu minimundo, e isso é proibido.

É assim que as coisas (me) são.


P.S.: No meu minimundo não existe voz, apenas as palavras escritas. Voz é para o mundo lá fora.

Pensei, pensei, pensei

Posted: segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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Tava aqui lendo umas coisas na gigantesca e constantemente em expansão rede mundial de dados, conhecida como internet - ou o nome que vc queira dar pra ela. Eram umas 5 e pouco da tarde. Aquele frio por causa da chuva, a tarde com uma cor esplendorosa (se essa palavra tiver errada me avisem, meu português tava meio parado esses dias) e tudo mais. Comecei a devanear e pensar na (minha) vida. Não pensei em nada específico, só sobre as ideias, eu, o Id. Pensei em mim, falando por alto. Não um pensamento decidido, quando me dei conta, já tinha pensado. Isso acontece comigo; nem me dou conta que sou alvo de mim mesmo. Pensei nos meus pensamentos, pensei nas minhas ideias, pensei nas minhas vontades, pensei no Eu. Pensei nas minhas razões em querer fazer uma (ou 2, ou 3, ou quantas desse vontade) tatuagem; pensei no que isso representa; pensei se ela(s) irá(ão) comportar alguma(s) ideologia(s), ou se é por puro oba-oba. Pensei no meu gosto por rock, aí lembrei mais uma vez que o herói do meu pai era (e é) Freddie Mercury, e que quando meus pais ainda eram casados - até os meus 7 anos - ele ouvia acho que todo dia Queen; novamente cogitei se esse meu gosto veio dele, se teria a ver com a tal da genética. De qualquer forma, é algo biológico, penso eu. Pensei no meu futuro; não planejando o tal, mas imaginando cores, formas e claro, PALAVRAS. Não pensei coisas exatas, apenas pensei, e é isso que importa nessa tarde fria e nonsense.

O espelho

Posted: domingo, 30 de janeiro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , ,
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Ele um dia então decidiu
esconder sua felicidade,
apagá-la de vez dos registros.

Teria de se contentar 
com o espelho de Ojesed
Enlouqueceria
Se privaria
Esconderia
Apenas imaginaria
A vida vivida num espelho.

Seria uma vítima de Ludovico?
Negando-se a cada momento
Omitindo o desconhecido
O segredo impronunciável!

Volte tigre! Acabou o circo!!!
A vida e o espelho
A castidade e o travesseiro
A lembrança e o autoconhecimento
Eu e os culpados.

Tropa de Elite III

Posted: terça-feira, 30 de novembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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[Quando eu digo que vou ter alguma inspiração pra escrever aqui é porque vou ter mesmo, e cedo.]

Nessa última quinta-feira, minhas ideologias desmoronaram. Eu simplesmente fiquei pasmo diante da cena. Uma guerra entre militares e traficantes. Isso já vinha ocorrendo já faz alguns anos, mas essa de agora foi indescritível. Talvez porque foi com isso que eu percebi que eu ainda me importo com a humanidade, e me importo MUITO!!! E percebi algo que com certeza vai me mudar para sempre: a paz mundial é uma farsa criada pela Igreja em conjunto com a mídia! Todas a bandeiras brancas pelas quais sonhamos são histórias de desenho animados para crianças de 7 anos e novelas do Manuel Carlos, onde vai aparecer o herói, derrotar o mal definitivamente e tudo vai acabar com um final feliz!
MENTIRA!!! Não existem finais felizes! Você acredita no que vê sobre herois e malfeitores? Isso nada mais é do que o Colapso do Século XXI, descrito pelo Green Day. Cara, chegaram a usar armas e tanques que se usam em guerras de alto nível! A que ponto chegamos e deixamos a coisa chegar? Se você acha que alguém vai chegar naquele inferno e acabar com essa situação e todos ficarão felizes, você é um grande iludido! Pra começar, 7 pessoas já morreram no confronto. Segundo: uma guerra, por mais insignificante que seja, não tem um final feliz. Não existem finais felizes, reafirmo!
Aí, quando eu digo que a humanidade não tem mais jeito, me chamam de ateu e afins. Bom, se a coisa continuar como está, esse será meu caminho! Eu queria muito um deus pra me guiar, mas parece que esse mesmo deus jogou o mundo no lixo! Não está nem aí pra sua cria. É pior do que aqueles pais que fazem um filho e abandonam depois que eles nascem. Mas isso não vem ao caso agora. Ainda não perdi todas as esperanças!
Mas não acredito mais em paz mundial!!! E aí vem a mídia nos preocupar com os países do Oriente Médio, quando devemos nos preocupar com nosso país. Não há sarcasmo que sobreviva a essa situação! Quem parecem ser os herois não são o que achamos que é. Eu desisti de herois há alguns meses. O heroi dos quadrinhos, pelo menos - pra falar a verdade, nunca gostei do Superman; só que não sabia que achava o Coringa e o Batman legais e os únicos que prestam naquela merda. Me dá nojo esses super-herois. O mundo tá precisando de anti-herois, já que parece que nada mais dá jeito!
Bom, de um certo tempo pra cá, tenho adotado uma teoria de uma de minhas bandas favoritas, Muse: a Terceira Guerra Mundial já ocmeçou e nós que somos estúpidos o sufuciente para não percebermos antes.

Jesus of Suburbia

Posted: sábado, 13 de novembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , ,
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E era uma vez um rei que via seu povo passar fome em sua própria terra. Era também um rei deposto. Agora vivia na sarjeta. Não podia mais esperar. Mas os outros esperavam. Não se importavam que sofriam. Eles seriam salvos. E continuavam a esperar pacientemente pela chuva de trigo que simplesmente não sabiam quando aconteceria.
Eles eram abarrotados de livro educativos em suas estantes. E para eles isso era o suficiente. Algo a mais, era uma afronta à moral e aos bons costumes. E todos iam ao mesmo mercado todas as manhãs, e viam os mesmos vendedores e os mesmo atendentes de caixa. E todos os dias alguém teimava em falecer. "Infarto", diziam sempre os mesmos médicos do posto de saúde nas mesmas rodas de fofoca.
E ninguém se atrevia a descobrir porque tinham infartos do miocárdio aos 30 anos de idade em perfeito estado de saúde. Seria outra afronta à moral. Porque saber de algo que não estava nos livros feito pelo distrito era pecado. Mas isso é outra história. So temo que eles leiam isso.
Mas nada disso era problema. A paciência deles era soberana. Esperavam pacientemente que do nada toda essa situação melhoraria. A chuva de trigo cairia por fim. Tudo estaria resolvido. Não haveria mais nenhuma preocupação. Everything will be right.


No entanto, estou imensamente irritado - uma ostra produzindo pérolas. Eu não pretendo olhar para a parede branca e dizer: "Que deus me ajude"! Nada se resolverá por si só. No fundo, o universo é inerte. Nada se move a menos que se aplique uam força, já dizia Newton. Até porque ninguém irá me/nos ajudar. Temos que nos ajudar.
E daí que não vai ocorrer outro dilúvio? O mundo tá se acabando (entenda-se a humanidade) do mesmo jeito. A questão é: um relojoeiro não irá bater a minha porta e me dar um manual de instruções de como se constrói uma arca. Isso não existe.
Pode até ser que esses pensamentos não lhe agrade, but I control my brain, OK? Então, por isso eu grito (ou pelo menos tento), antes que eu diga de vez que o mundo é péssimo. Nosso tempo está acabando. E os gregos não criaram um deus dos subúrbios.

E ele ainda é tão só...

Posted: sábado, 6 de novembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , ,
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Eu sinceramente não sei viver sem a solidão. É algo essencial ao meu organismo, assim como a água ou a Vitamina D - embora essa última eu dispense em certas ocasiões, principalmente quando estou só; nesses casos eu simplesmente não saberia VIVER sob o sol.
É vital principalmente para o meu espírito. Viajar para o meu próprio mundo de vez quando se faz necessário. Como essas duas entidades estão unidas - sabe-se lá como -, ambas se beneficiam do momento.

Pela primeira vez na via eu não me incomodei de lavar, enxugar e guardar a louça. Talvez tenha sido pelo fato de que eu coloquei um CD no aparelho de DVD daqui de casa - finalmente ouvi TODO o OK Computer, do Radiohead. Pode ser, não tenho certeza.
Em seguida CORRI para tomar AQUELE banho! A água descendo e escorrendo por você; fazer a barba adolescente aproveitando que você se ensaboou. Tudo isso com o álbum Pablo Honey - do mesmo artista - como trilha sonora.

Esses são os poucos momentos que eu fico a sós comigo mesmo. Na qual eu me desnudo de mim mesmo. Quase como trocar de pele! E pensar que será assim tbm no dia seguinte. Talvez não saiam daqui muitos sorrisos, até pq não é engraçado. O que não significa que seja feliz.
Cai no poço. O poço é muito, MUITO fundo. O que há no fundo do posso (isso mesmo, com dois esses!)? Tudo o que eu ponho pra fora! Medos, desejos, sons! Tudo o que (não) presta em MIM!!!

E agora eu posso sentir a fomo como algo do tipo 'em busca do prazer', e não como uma necessidade orgânica. Posso ouvir um disco inteiro sem me preocupar se alguém vai chegar e me interromper. Posso me jogar no mundo e ficar só, sem sair de casa, ou do quarto. Tenho o direiro/oportunidade de ficar acordado até a hora que desejar/o sono deixar.
É isso, cara. E nada mais. Por um instante só importa a mim e a minha gula, meus desejos e impulsos. Não estou nem aí se daqui a 10 horas o dia vai amanhecer. Porque quando isso acontecer, terei viajado para outro universo: o dos sonhos. E o mundo real continuará a não me importar.

(P.S: Esse texto foi escrito ao som de Green Day - American Idiot. Eu sabia MAIS OU MENOS a tradução de apenas UMA música, a primeira do álbum. Em termos de conteúdo, em nada influenciou, mas fica a dica.
P.S.2: Há aqui uns 'erros' de português. Como isso não é nada oficial, não vou me preocupar sob NENHUMA circunstância em qual linguagem escreverei meu texto. Não gostou, problema SEU!)

Confirma!

Posted: quarta-feira, 28 de julho de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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Estamos em 2010. Nossos futuros como cidadãos estão em xeque. E então, o que faremos agora? Criaremos uma nova estratégia para nos salvarmos, ou será xeque mate? Enfim, essa é a hora.
Quando digo que não acredito em destino me recriminam, já me chamaram até de ateu. Mas vejam por que isso seria um absurdo: vocês esse ano vão tomar uma decisão importante que provavelmente mudará as suas vidas pelos próximos 4 anos. E então, vai tomar tomar aí parado, vendo programas (de entretenimento) dominicais noturnos? Toma uma atitude, cara!
Mas fazer isso não é fácil, admito. É por isso que eles vê, para orientá-los. Lhe dão dicas do que fazer. Mas não é apenas isso. Tentam também convence-lo de que ele é o caminho para o progresso. E fazem isso de muitas maneiras: menos filas, mais médicos, mais professores, etc, etc, etc (P.S. Tudo isso junto em uma panela em banho maria durante alguns dias dá uma linda e saborosa utopia).
O que a maioria não sabe - só a maioria, em que estimo ser uns 70% - é que isso muitas vezes não passa de lavagem cerebral. como? Não só com a receita da utopia que falei, e sim com os planos de fundo puramente sonoros que se espalham por aí.
No país da cultura de massa, uma coisa tão comum são aqueles carros a lá masmorras medievais. E nessa época  passam por uma mutação e se transformam em CPPF - Centro da Propaganda Partidária Forçada -, que no final das contas só teve, vejamos... eu diria de 35% a 45% de seu "DNA" alterado. Sim, pois a essência é a mesma, a voz irritante é a mesma, e o objetivo é o mesmo: calar nossas mentes. E pior, para os que estão "acima", esses acordes são perfeitos, pois não acordam ninguém.
Aqui vão minhas recomendações - quem não quiser, que saia agora! Primeira: desligue a TV aberta, ela é um veículo de CPPF em larga escala; segunda: se você gosta do que ouve, pare no que ouve, para não causar maiores danos cerebrais, até porque o esqueleto está sendo colonado sem dizer de quem é o esqueleto. Anotaram? Ótimo. Cuidado!