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Dois jovens

Posted: terça-feira, 12 de julho de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: ,
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Eram dois jovens, apenas dois jovens
Dois jovens como qualquer um
Ambos estavam em busca de um tesouro
Um tesouro perdido pelo mundo
(e de repente descobrem que tudo estava perdido pelo mundo,
inclusive eles)
Quem precisava de dignidade
quando tinha o mapa do tesouro?
Quando tinha o mapa do mundo?
Quem precisava do mundo
quando se tinha um lar?
Agora todos estão vivendo no mundo.

Agora eles estavam em busca do troféu
(o troféu mais dourado)
E se gabavam
Gabavam-se;
Nem sabiam do que os aguardava durante o sono.

Os dois jovens sapiram em busca do tesouro perdido
Encontraram o mundo
Viveram no mundo
Agoram fitam absortos as luzes no teto -
perderam a lua:
Mataram a lua - quem ainda sabia respirar e dormir?
Quem sabia dormir ainda?
Quem sabia silenciar o próprio nome?
Todos dormiam acariciados pelos próprios pensamentos
Alguém ainda se lembra do Folêgo do Sono?

Decidiram convocar as chamas;
Elas perguntaram:
"Do que as garotas precisam?"
Nem repiraram para exigir seus troféus -
Essencialmente precedidos.
Os guerreiros viriam ao amanhecer
A tropa a postos
Ofuscando umm dos poucos e verdadeiros milagres
Um milagre que nem pelos magos
Eram encantados
Um milagre por si só.

Partiriam pelo mundo
Vivendo no mundo -
mais uma vez.
Várias pessoas. Várias casas.
Deles.
Inclusive os troféus.
Menção - foram mencionados
Soberbas barreiras brancas de falsidade e felicidade
Uma barreira que ficava cada vez menos fechada
Golfando o ar
E sempre querendo mais.

Quem se lembrava dos dois jovens?
Não havia mais dois jovens
Um jovem e outro jovem
Um velho e outro velho -
qual a diferença?
Lares de fogo
Lares de lágrimas
Lares por aí
Lares de vergonha
Lares deles.

E nem pararam um instante para descansar e repirar
E se controlar.

Time & Nature (2) - Chuva em Cydonia

Posted: sábado, 28 de agosto de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas:
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Cena 1:

A criatura despenca da absurda escada. (Já faz 14 anos que isso se repete) Seus ossos doem amargamente. (pensativo e nada mais além disso) Que lugar esquisito, pensava. Era na verdade um lugar com muito a descobrir sobre si mesmo. Ele olha para a frente e pensa, momento tenso!

Cena 2:
Estava situado num terreno estranho, num lugar cheio de lendas, e cheio de verde e vermelho também. Parecia uma coisa de outro mundo. É claro que ele também era totalmente desequilibrado osmoticamente. Onde eu vim parar, sussurrava para o seu subconsiente. Encontra uma pessoa no mais perfeito equilíbrio. A criatura vê o tal indivíduo como alguém sujo e se aproxima dele. Ele pensa novamente: tenso.

Cena 3:
O encontro entre os dois seres foi muito incomum, por outro lado, foi a coisa mais normal do mundo, a não ser pelo fato de que não se conheciam e conversaram sobre seus conhecimentos sobre tudo que sabiam. Tudo estava indo perfeitamente, até que a luz começou a desaperecer. E o anfitrião começou a se debater no chão. Começara a chover violentamente. A terra, perfeitamente desenhada pelo indivíduo, se transformou numa lama vazia de significado. O anfitrião morre.

Cena 4:
Vossa criatura finalmente percebe que corre perigo. Ela corre para todos os lados, sempre as marcas de terra transformadas em lama. Então começa a achar que toda aquela destruição é culpa sua. Cogita a possibilidade de se atirar do penhas logo a nordeste. Elimina-a logo a seguir, pois vê algo semelhante a uma casa. Entra. Choca-se.  

Time & Nature (1) - Burning

Posted: by Luis Tertulino in Loucuras usadas:
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Era uma noite sombria e assustadora. NInguém se atrevia a sair àquela hora, especificamente naquela noite. Não havia uma estrela sequer. A lua havia se transformado em um maldito camaleão, aliado as trevas celestiais. Ora, pois os céus estavam irados com o acontecimento que haveria de acontecer dali a algumas horas, ou minutos. Estava na hora de agir. Já houvera muita negligência. O pico se aproximava. Um feixe de luz estava surgindo. Maldita fosse aquela mulher, e principalmente aquela criatura que ela carregava. Uma desgraça para a humanidade. Uma doença. Ele haveria de corromper a todos. Ele seria o melhor, o que não seria nada bom para a natureza.
Agora eu quero falar da abominável criatura. Não vou pedir permissão. Quem quiser que aguente as nojeiras aqui presentes. Só quatro criaturas me interessam nesse mundo, além de mim, o mais importante dos seres: o tempo, a natureza, a água e a criatura de que vou falar.
A mulher para em frente a uma casa. Ninguém mora ali dentro aparentemente. Enquanto ela dava o seu primeiro grito de agonia, o plano de livrar-se daquele ser ser era bolado. A dor na mulher aumentaria de acordo com a vontade do tempo. Mas a criatura, apesar de estar matando a mulher, estava guiando-se nela, na verdade a preferia mais que o resto do mundo. Para sobreviver estava matando-a, realizando uma osmose que nunca finalizaria; sua fonte fonte de forças esra na verdade um grandioso buraco negro, o universo ao redor parecia nunca entrar em sintonia - não só parecia, mas também acontecia.
A natureza se irritava mais a cada minuto: "Como uma aberração dessa pode ter sido criada?", devastava, enviando a sua guarda para resolver o problema. Era noite de lua cheia, sendo que os uivos de protesto foram silenciados para que os humanos não soubessem o que estava ocorrendo. E naquele local, a mulher gritava, um dos guardas da natureza, a dor, que veio à Terra no começo. Para enconbrir os sinais deixados pela dor - a natureza nunca gostou muito da dor, pois essa primeira agia enganando para que pensasem que as ações eram benéficas -, a natureza enviou a tempestade, guarda de alto escalão, uma das anciãs do clã Nosapiens, abafando os uivos da revolta, e diluindo o sangue deixado pela dor.
De qualquer maneira, a mulher continuava a sofrer: a criatura dentro dela, absorvendo todas as suas forças. Mas voltemos a mim, pois já me cansei de falar da ira divina. Quando disse que sou o personagem mais importante dessa epopeia estava demonstrando o máximo de minha modéstia, sem ironias. Vejam bem: eu sou o mais inteligente, pois sou onisciente; sei de tudo o que acontece, pois sou onipresente; e tenho uma conexão especial com todas as criaturas: todas moram em meu mundo. Bem, já chega, voltemos a falar do fenômeno sobrenatural.
A natureza havia perdido, a curto prazo. Não havia mais como evitar o nascimento da criatura; é claro que isso não significava que acabara, o tempo e a natureza tomariam novas providências para expurgar o mundo daquilo. Mas havia um problema: aquele ser era totalmente novo, diferente dos outros, então, como proceder? O que fazer, agora que a fórmula dos dados fora refutada? O tempo faria a criatura envelhecer? A natureza faria a criatura adoecer? Não sabiam, por ora. Pela primeira vez, teriam de confiar na sorte. E mais importante: como seria o futuro da criatura? Acho que nem o tempo seria capaz de afirmar. Mas as coisas mudam, inclusive a criatura. Aonde ela for, haverá água, e ela se equilibrará.