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A minha carta

Posted: domingo, 20 de maio de 2012 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , ,
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Esta minha carta não é dotada de palavras geniais, mas me recuso a deixá-las soarem triviais. Sim, porque acima de tudo, ela é verdadeira. Não sei para quem ela será destinada, mas ela é verdadeira, e pra mim isso é o importante e portanto já é o suficiente por hora. Ela talvez não chegue à caixas de correio. Se chegar, talvez não seja notada. Se for notada, talvez não seja lida. Se for lida, talvez seja jogada fora. Mas o importante é que ela vai ser enviada, seja como for.
Nessa carta falo que a essência humana tem sido deixada de lado. Falo que quero amar, e amar mais ainda as pessoas. Mas roubaram meus sentimentos, e eu não sei mais onde eles estão. É por isso que temo que minha carta se perca: ela fala a verdade.
Falo também do meu tempo: um tempo dúbio. As pessoas ora têm esperança, ora desacreditam no futuro. Inclusive eu. É a velha história: um ceticismo que no fundo é falso. Ou seria ao contrário?
Algumas pessoas já foram para o outro lado. Algumas ainda não, mas já se foram também. De algumas aguardo a volta, demora ela ou não. Talvez destine essa carta para elas. Direi-lhes o quanto as espero, aqui, do outro lado, ou na linha tênue.
Falo que o sono acabou. Ninguém mais consegue fechar os olhos e descansar em paz. Estão cuidando da vida dos outros - sem se importar com eles, obviamente. Estão preocupados com o próximo passo, o próximo dia que ainda nem começou, com a conta que atrasou dois dias porque não há como pagá-la, e com as que ainda virão daqui a uns anos. Os testes trazem a insônia. E aí vem as drogas para dormir e para acordar. Relógio medicamentoso.
Essa carta não enviará boas-novas. Se alguém a receber, não ficará feliz com o seu conteúdo, pois é tempo de se conseguir corpos. è tempo de salvar o próprio corpo, e depois se esconder atrás de uma colina, ou num vale profundo. As lembranças são amargas, não há porque sorrir. Mas mesmo assim estamos sorrindo. Não há porque amar. Mas peço nessa carta pelo amor. Isso é um sinal de tempos ruins. Mas ainda é uma carta - e traz em si a poesia do mundo.

"quando só há lembrança,
ainda menos, pó,
menos ainda, nada,
nada de nada em tudo,
em mim mais do que em tudo,
e não vale acordar
quem acaso repouse
na colina sem árvores.
Contudo, esta é uma carta."
Carlos Drummond de Andrade - A Carta

"Este é o quarto, o início de tudo
Através da  infância, através da juventude, me lembro de tudo
Tenha visto as noites, repletas de violência e dor
E os corpos conseguidos, os corpos conseguidos
Onde terminará? Onde terminará?
Onde terminará? Onde terminará?"
Joy Division - Day Of The Lords

O futuro começa devagar

Posted: sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , ,
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Tava qui pensando em como começar esse texto, e aí me veio à pergunta-chave: por onde começar? No mundo em que estamos hoje, fazer(-se) uma pergunta dessa é de extrema importância. Chega ser até mesmo algo vital, necessário para se respirar. Start! Todos sabemos que vivemos num infeliz, cruel e desumano circulo vicioso de desumanidade, infelicidade e crueldade, e parece não existir um começo para a mudança. Se não há nem fim do túnel, quem dirá luz neste!

Não vou nem comentar a culpa disso tudo. Isso todos sabemos. O que importa no momento é como reverter toda essa situação. Minha mente está um tanto destruída, e eu não me importo. Só me interessa consertá-la, e nada mais.
E sabem de uma coisa? Já que a ordem é mudar o mundo, eu ouso começar acreditando que pode ser mudado. Acredito que eu dei o primeiro passo, agora é só esperar o momento certo de dar os próximos. Mas se nem todos ou mesmo ninguém concordar com isso, não faz mal. Não me importo. "You can blow what's left my right mind (I don't mind)".
Acredito que não podemos desistir de chegar onde queremos; nunca. E não venho aqui invocar aquele discurso clichê de lutar por nossos sonhos, porque isso é obrigação de todos. Me refiro a não desistir das coisas, das pessoas. Das pessoas principalmente. Não desistir de acreditar que alguém lhe dá bom dia pelo simples e belo fato de alguém realmente lhe desejar um bom dia. Ou uma boa tarde. Não desistir de acreditar que algum desconhecido fala com você apenas para lhe fazer uma pergunta, tirar alguma dúvida, descobrir porque afinal de contas entrou naquela fila quilométrica de atendimento no banco, e não para tirar alguma vantagem ou te tapear. São coisas assim que precisamos acreditar. Sei que é difícil e demorado; é por isso que existem as décadas e os séculos, para acomodar a mudança.
Falo de silêncio? De jeito nenhum. Precisamos falar, mais do que nunca, nesses tempos de redes sociais, 140 caracteres e mais uma infinidade de coisas. Abramos nossas bocas e falemos para o mundo! O tempo existe para acomodar a mudança; a voz para começá-la, realizá-la, concretizá-la de fato. Não venho desmerecer as redes sociais; de forma alguma. Sou fã assumido delas. São essenciais hoje em dias, levam nossa voz para qualquer parte do mundo. Acredito que é uma questão de saber usar. Só isso.
O mundo é ruim? É. O mundo precisa mudar? Precisa. Mudar é difícil? E como. Mas a mudança precisa começar por algum lugar. O mundo precisa deixar de ser um círculo. Ou pelo menos o que acontece nele. Let's start, humans!

Em tempo: como diria o The Kills:
"Eu nunca vou desistir de você
Se algum dia eu desistir de você meu coração certamente falhará"



Depois

Posted: terça-feira, 6 de dezembro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , ,
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O que você vai fazer quando não mais precisar fechar os olhos?
O que você vai fazer quando puder migrar junto com os pássaros?
O que você vai fazer quando seu cérebro entender que nada doi?
O que você vai fazer quando puder ter tudo?
O que você vai fazer?
Qual o próximo passo?
Para onde você vai, depois de percorrer todas as estradas?
Com quem você vai conversar, quando já tiver conhecido o mundo todo?
O que você vai fotografar, quando já tiver ido a todos os ponto turísticos?
Do que você vai rir, quando já tiver ouvido todas as piadas?
O que você vai fazer?
O que vai querer depois?
O que vai tentar depois?

Dinheiro: solução e problema

Posted: sexta-feira, 7 de outubro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , ,
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Já assistiu a um telejornal, de qualquer emissora, especialmente à noite? Se você é uma pessoa "sensata", provavelmente sim. E qual o tema que domina nesse veículo de comunicação de informação tão importante? A crise financeira mundial. Está em todo canto, pois é um problema muito grande que as "grandes potências" mundiais estão enfrentando, e que parece ser impossível de se resolver.
Antes que você pense que vim aqui para expor alguma "solução miraculosa", engana-se: eu não entendo nada disso; esses números para mim não fazem sentido algum; são coisas complicadas demais para eu entender; e eu não tenho saco para economia. Sei que esse "descaso" é algo ruim para mundo, pois mantêm o controle dos bancos mundiais, FMIs e o escambau, mas falemos sério: quem têm paciência de lidar com todas aquelas contas? Ninguém, eu imagino. Quem trabalha com isso deve enfrentar muitos problemas mentais - na verdade, já está com um pelo simples fato de querer trabalhar com isso -, pois é enlouquecedor todos os dias pessoas quebrarem suas cabeças com cotações monetárias, transações bancárias e etc. Estão vendo, eu sei tão pouco sobre finanças que não sei nem o que faz o pessoal que trabalha com isso.
Falam-se em juros, inflação, controle de gastos; e eu, alheio a tudo isso, tentando aproveitar o pouco de sanidade que me resta.
Aí, vendo isso, pensei em uma coisa. O dinheiro foi criado há muito tempo pelo homem para facilitar o comércio realizado. Como? Por incrível que pareça, é bastante simples de se entender. Na época, as pessoas adquiriam coisas trocando outras. Você trocava uma quantidade de arroz por uma quantidade de feijão. No entanto, havia uma coisa que tornava tudo mais complicado: quantos quilos de arroz "custavam" um quilo de feijão? Quantas galinhas eram necessárias trocar para se conseguir um porco? Ou seja, era muito complicado determinar um valor para as coisas. Aí veio o dinheiro, uma unidade que quantizava especificamente o valor de algum coisa, tornando o comércio mais fácil e mais rápido. Uma das maiores invenções, sem dúvida.
Mais aí, aconteceu alguma coisa, que eu não faço ideia do que seja, tornou o dinheiro símbolo de poder. Aí, em busca de poder, as pessoas queriam comprar mais, e mais, e mais, E MAIS... Acho que foi aí que surgiu o capitalismo, ACHO. Passou-se a depender do dinheiro para tudo, até mesmo para se estabelecer relações sociais. O dinheiro passou a ser a base de tudo. Dinheiro igual a poder. E a sede de poder da humanidade existe desde quando Adão decidiu experimentar a maçã para ser como deus. Até que a coisa evoluiu ao ponto das pessoas se preocuparem com o dinheiro ao ponto de criarem a "ciência do dinheiro" - coloquei aspas aqui porque não é exatamente isso, mas bem que poderia ser, e na verdade é, mas deixa para lá - para estudarem tudo que não existia, para criarem soluções para problemas que não existiam na época, e assim foi com muitas coisas, mas vamos falar apenas do dinheiro. Tudo girava agora em torno do dinheiro. até mesmo o caráter. Dinheiro = pessoa de bem. Fata dele = pessoa suspeita. E não me venham me dizer que não é assim, porque é e todos nós sabemos disso muito bem.
E vejam só, parece que eu tenho, afinal, uma ideia: abolir o capitalismo. Eu sei, parece ser meio radical, e eu até posso estar enganado, mas você tem uma ideia melhor? E não estou falando em uma ideia para combater a crise, e sim em uma ideia para recobrar a dignidade (e a sanidade) das pessoas, e para que o dinheiro volte a ser apenas um auxílio para as pessoas comprarem seu feijão na feira sem muita dificuldade.

mais pesado, menos respiração

Posted: quinta-feira, 15 de setembro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas:
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Saiba que esse seu papo de colaboração entre a sociedade não cola mais comigo. Todos os dias há uma coisa nova a se resistir. Juntos não adianta mais de muita coisa, embora eu ainda queira me aliar a alguém. Todos os dias uma nova separação, todos os dias uma nova correria. E ninguém parece saber disso.
E não há mais poemas, porque não há mais tempo de ver o próprio rosto refletido na água. O tempo acabou faz tempo. Agora só nos resta esperar por um milagre. Estamos totalmente separados, e parece que tudo vai acabar no próximo instante. Nós iremos acabar. Não era para ser essa a nossa história. E agora muitos estão se aliando equivocadamente. E eu nem posso culpá-los: o trauma é grande. O trauma é desconhecido. Todos tinham um nome e todos rezavam. E quando se acabam as rezas, o que resta a se fazer, a não ser juntar-se ao raptor. E nenhum milagre. Nenhum milagre existe, na verdade. Eles não podem esquecê-los, a marca é muito profunda para se conseguir dormir a noite e não lembrar que foi (e é) um refém.
Estamos totalmente abandonados. Não posso culpar quem esquece, o sofrimento é desumano!
São tempos de não parar para observar o mar passar, porque o mar não está para se rolhado, e sim navegado.
Repito: estamos separados, e não mais há amor para resistir, não há mais lugar para se esconder, nem aquele escapismo mundano nos copos. Todo mundo é procurado em todos os lugares, a todos os momentos, e o tempo está acabando. Isso não é nosso destino; então, como assinar?
É fato que não podemos mudar muita coisa, nem nós mesmos, porque nada mais está em nossas mãos. Só nos resta contar com o acaso. Sim, a sorte finalmente parece existir. Era isso mesmo que vocês queriam? A sorte? Aí está a nossa sorte, o nosso azar. Não é tempo de mudança, mas eu, tolamente, espero que algo se transforme a nosso favor. não é uma questão de ignorar as frases de antigamente, é questão de impotência mesmo. Todos estamos impotentes. é por isso que precisamos estar juntos, podemos não ser invencíveis juntos, mas separados somos só o acaso. De fato, não há muito o que se perder. Inclusive já estou com falta de ar. Minha respiração está alterada. Não, não está tudo bem. Nada está bem. Nós temos que ser os melhores, e ainda tentar mudar o mundo. Essa é a nossa missão. Os demônios agora vêm de fora, os demônios estão cada vez mais assustadores. Todas as esquinas são assustadoras. Qualquer coisa pode ser o nosso fim, e nada mais. É isso o que se passa em nossas cabeças. Não há mais nada depois. E ainda temos que vender nossa desgraça em uma bela pintura para sobreviver com ajuda da pena dos outros, dos ditos preocupados conosco.
A regra é o segredo total. Ninguém sabe como estamos. Ninguém deveria saber onde estamos. Não há como resistir, e tudo isso vai acabar. E talvez depois só haja o silêncio.

Eu Rezo

Posted: sábado, 9 de abril de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , , , , , ,
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Eu rezo pelo dia em que acordarei a tempo de ver o sol nascer
Eu rezo pelo dia em que eu possa acordar descansado
Eu rezo pelo dia em que a cultura se desvinculará do capitalismo selvagem
Eu rezo pelo dia em que eu não precise sorrir
Eu rezo pelo dia em que nossos dias sejam únicos
Eu rezo pelo dia em que os medíocres não rezarão nunca mais
Eu rezo pelo dia em que não terei de engolir a Palavra
Eu rezo pelo dia em que eu possa sonhar surrealmente
Eu rezo pelo dia em que o mundo de cada um seja de Um
Eu rezo pelo dia em que eu possa acreditar no que eu quero
Eu rezo pelo dia em que o Progresso não dependa da Bolsa
Eu rezo pelo dia em que sejamos seguros na segunda família
Eu rezo pelo dia em que se pare de vender a desgraça
Eu rezo pelo dia em que não precisarei deixar um olho aberto
Eu rezo pelo dia em que o silêncio seja apenas silêncio
Eu rezo pelo dia em que os direitos estejam direitos
Eu rezo pelo dia em que eu possa descer do muro sem medo


Eu rezo por todos esses dias!

Evolução

Posted: quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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Estamos todos prontos. Vai começar. Talvez já tenha começado afinal. Mas eu não posso revelar nada. Tudo é um grande segredo. Hoje nada mais disso é permitido. É tudo muito novo. Novas formas. Novas cores. Novas pessoas. Tudo novo e diferente. Agora um segundo é um instante. Hoje precisa-se de muitos instantes. Se você pedir um intante, não vai conseguir pensar em ou fazer praticamente nada. O tempo é rei. Talvez sempre tenha sido, só que agora talvez esteja mais tirano. É, foi apenas isso. Pense em resultados para daqui a dois minutos. É só pegar tudo do jeito como está, juntar 'a' com 'b' e pronto. Está feito. só queremos saber o que você come no almoço, quais roupas veste em determinadosmomentos e perguntas derivadas. Isso já é mais do que suficiente. Tocou e pronto (e depois). Não precisa saber quem é. Só precisa conhecer da cintura pra baixo e, em algumas ocasiões - quase sempre -, os bolsos. Eles são muito importantes. Se amanhã estivermos vivos, está bom. Já é o suficiente. Quem se importa com daqui a cinco anos? Não se pode perder muito tempo aqui. Daqui a pouco eu tenho que voltar, então não dá pra fazer nada mais elaborado. E pra quê? Não é por isso que congelam as coisas? Não precisamos nada muito elaborado em quase nada. Veja só. Você tem oito segundos para inserir sua voz. Tum-tum-tum, Tum-tum-tum, Tum-tum-tum, Pan-pan-pan, Pan-pan-pan. Pronto, agora é com você. Faça antes que ninguém mais queira. Na próxima colocamos mais um Pan-pan-pan. Ótima palavras. Vamos colocar elas de novo nas próximas. E pra que tanta história? Mate alguém e oculte o assassino, pelo menos até o final. Deixe ela se pegar com o cunhado. Todos vão adorar. E vamos colocar também um golpe financeiro naquela empresa. Vai ser ótimo. Isso já basta. Não há necessidade de ficar se encucando para entender as coisas. Temos que escolher os remédios. São muitas pessoas, e você abe como é. Eu nem vou precisar tocar neles. Um minuto de dor e cinco (no máximo) na farmácia. Tudo estará resolvido. Pense apenas na vitrine e no cartaz. 99 por cento. Já pensou? Eu vou ter essa loja todinha pra mim. me dá o cartãi! Vou levar esse setor inteiro e pagar daqui a mil dias. É, já começou mesmo. Vai terminar. Mas é claro que não. Nada nunca vai acabar. A evolução é constante. Lenta, mas constante. Realmente lenta. Síndrome de Midas, seria isso? Mais evolução a cada instante? Isso deve ser bom.

Em defesa da vida...

Posted: quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: ,
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E eis que hoje acordo lembrando de uma história que aconteceu no ano passado. A história era a de uma menina de nove anos que tinha sido abusada sexualmente pelo padrasto. E para piorar a coisa toda, ela havia ficado grávida de gêmeos dele. Como seu corpo ainda não estava preparado anatômica e fisiologicamente para dar à luz, os médicos decidiram realizar uma aborto. O arcebispo decidiu então excomungar - expulsar da Igreja Católica - os pais da menina, a própria menina e os médicos envolvidos no aborto, sob acusação de que o aborto é uma ato grave contra a vida.
No mesmo instante, me vieram à cabeça vários pensamentos, todos centrados mais ou menos na mesma coisa. Primeiro, a Igreja parece não raciocinar.  Essa menina nunca que teria condições físicas e psicológicas de ser mãe de gêmeos aos nove anos de idade. Além disso, a constituição é clara quanto ao aborto: ele é permitido em caso de estupro e no caso de oferecer risco à vida da mãe. Ambos eram os casos da menina. Então, porque não deveria ser liberado? Por mim, NESSE CASO nem precisaria de leis liberando.
Além disso, tem outra coisa que me indigna mais ainda. A Igreja se diz protetora da vida, por isso teve que excomungar essas pessoas, pois o aborto é atentado contra a vida. Mas espere aí, um estupro a uma menina de nove anos - sendo isso também pedofilia - não seria um atentado contra a vida, nesse caso até maior que o aborto em si? Eu acredito que sim - me desculpe se você achou isso um absurdo, mas problema seu! Ela se diz protetora da vida, mas nem se importou com o estupro praticado pelo padrasto da menina, nem se quer o excomungou - não que fosse fazer alguma diferença, no sentido prático -, o que demonstra que a Igreja considera que o aborto é mais grave que o estupro e a pedofilia.
Onde está a defesa da vida, tão pregada pela Igreja? Onde está a misericórdia? Agora eu me lembro que muitos bispos pelo mundo inteiro foram acusados de pedofilia e nada aconteceu com eles. Será que o papa tornou tão sacro a pedofilia na igreja quanto a comunhão? Parece ser essa a linha de raciocínio.
Eu achei na internet um artigo sobre a posição do filósofo frâncês Michel Onfray, que além de comentar o caso, lou sobre algumas das posturas da igreja, entre as quais em relação ao aborto, além do papel da filosofia e da religião na atualidade.
"Eu li na imprensa francesa que, para o bispo de Recife, o estrupo é menos grave que o aborto. Quando alguém lhe perguntou porque o padastro não foi excomungado, ele respondeu que 'dar a morte é mais grave'. Dar a morte a um feto é mais grave que o estupro e a pedofilia? (...) Ela (Igreja Católica) pretende defender a vida, mas ela não a defende. Onde está a dignidade nesta aventura? O que se pode chamar de vida? Onde ela se encontra? Numa manifestação biológica? (...) A Igreja defendeu a vida ao dar a bênção às bombas atômicas que explodiram em Hiroxima e Nagasaki? Ela defendeu a vida ao dar a bênção às armas que serviram para assassinar os republicanos espanhóis durante a Guerra da Espanha?. A Igreja pretende defender a vida, mas o que ela defende é o poder em vigor. Na verdade, o que fascina a Igreja é a morte. É a morte que lhe interessa. (...) A Igreja somente demonstra o que ela foi e é, colocando-se sempre ao lado dos fortes, dos poderosos, da colaboração. Ela não resiste. Ela não se preocupa com os pobres. Ela não demonstrou misericórdia a este ser frágil que foi violentado pelo padrasto. Ela não apoiou esta menina. Ao contrário, ela ainda a afligiu, considerando-a até culpada e responsável."

É por isso que eu deixei a Igreja Católica. Não pense que vim aqui mostrar que sou "sem religião", e ficar com aquela ladainha de sempre. Só quis mostrar um PORQUÊ de todas as minhas posições religiosas. Na época do ocorrido, eu ainda "era" católico, e fiquei indignado e chocado com a posição estúpida e hipócrita do bispo. E só de lembrar fico ainda mais indignado, mas o que eu penso não importa agora. Só queria mostrar a vocês o que realmente acontece nesse âmbito "sagrado".



P.S: Clique aqui para ler o artigo que eu citei nesse texto.

Tropa de Elite III

Posted: terça-feira, 30 de novembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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[Quando eu digo que vou ter alguma inspiração pra escrever aqui é porque vou ter mesmo, e cedo.]

Nessa última quinta-feira, minhas ideologias desmoronaram. Eu simplesmente fiquei pasmo diante da cena. Uma guerra entre militares e traficantes. Isso já vinha ocorrendo já faz alguns anos, mas essa de agora foi indescritível. Talvez porque foi com isso que eu percebi que eu ainda me importo com a humanidade, e me importo MUITO!!! E percebi algo que com certeza vai me mudar para sempre: a paz mundial é uma farsa criada pela Igreja em conjunto com a mídia! Todas a bandeiras brancas pelas quais sonhamos são histórias de desenho animados para crianças de 7 anos e novelas do Manuel Carlos, onde vai aparecer o herói, derrotar o mal definitivamente e tudo vai acabar com um final feliz!
MENTIRA!!! Não existem finais felizes! Você acredita no que vê sobre herois e malfeitores? Isso nada mais é do que o Colapso do Século XXI, descrito pelo Green Day. Cara, chegaram a usar armas e tanques que se usam em guerras de alto nível! A que ponto chegamos e deixamos a coisa chegar? Se você acha que alguém vai chegar naquele inferno e acabar com essa situação e todos ficarão felizes, você é um grande iludido! Pra começar, 7 pessoas já morreram no confronto. Segundo: uma guerra, por mais insignificante que seja, não tem um final feliz. Não existem finais felizes, reafirmo!
Aí, quando eu digo que a humanidade não tem mais jeito, me chamam de ateu e afins. Bom, se a coisa continuar como está, esse será meu caminho! Eu queria muito um deus pra me guiar, mas parece que esse mesmo deus jogou o mundo no lixo! Não está nem aí pra sua cria. É pior do que aqueles pais que fazem um filho e abandonam depois que eles nascem. Mas isso não vem ao caso agora. Ainda não perdi todas as esperanças!
Mas não acredito mais em paz mundial!!! E aí vem a mídia nos preocupar com os países do Oriente Médio, quando devemos nos preocupar com nosso país. Não há sarcasmo que sobreviva a essa situação! Quem parecem ser os herois não são o que achamos que é. Eu desisti de herois há alguns meses. O heroi dos quadrinhos, pelo menos - pra falar a verdade, nunca gostei do Superman; só que não sabia que achava o Coringa e o Batman legais e os únicos que prestam naquela merda. Me dá nojo esses super-herois. O mundo tá precisando de anti-herois, já que parece que nada mais dá jeito!
Bom, de um certo tempo pra cá, tenho adotado uma teoria de uma de minhas bandas favoritas, Muse: a Terceira Guerra Mundial já ocmeçou e nós que somos estúpidos o sufuciente para não percebermos antes.

"E sem saber pra onde ir..."

Posted: quarta-feira, 17 de novembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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Nada como chegar em casa depois de um dia de trabalho. Chegar , tomar um banho, jantar e ficar na frente do computador. É muito bom. Mas está faltando um pedaço desse momento: o meio, o trajeto até o Lar Doce Lar. A estrada onde você simplesmente põe em risco a sua vida. Onde, em certas ocasiões, você pode conversar com seus amigos da escola e se sentar no ônibus. Em certas ocasiões, porque nem sempre dá pra ir sentado.
São dois ônibus. Só quem tem vez que, um deles falta. Aí já viu no que dá, né? Dezenas de pessoas em pé com uma trilha sonora nada agradável. E temos que passar por isso, porque hoje o que se prega é a sobrevivência a todo custo. E ai daquele que não seguir essa crença. Mas já que esse é o jeito... Como diz um amigo meu, "é o que tem pra hoje".
Isso levanta uma questão que eu havia esquecido há algum tempo: mesmo que as coisas sejam sofridas desse jeito, será que não poderiam ser diferente? Será que seria difícil tornar esse situação um tanto melhor? Custava muito terem providenciado um outro ônibus para a gente? Podia ser que não! Mas nesse caso, eu me conformaria com uma explicação do tipo, "não deu pra conseguir outro ônibus porque não tinha avisado mais cedo, e tem que ser com antecedência", ou então, "achava que o outro motorista viria, mas acabou não vindo, então vai ter que ser só um ônibus mesmo...". Coisas desse tipo me satisfariam. Mas só ouvi: "é só um ônibus". E os próprios alunos disseram.
Não me incomodei de ir em pé - não que eu queira que isso se repita frequentemente -, de verdade. Mas as condições do veículo... Um ônibus menos barulhento ajudaria e MUITO. Não importa se fosse uma música que eu gostasse, volume de som tem limite! Tem horas que não dá MESMO! Acho que não tenho do que reclamar quanto ao tamanho. É o tamanho de um ônibus normal.
Acho que é só isso mesmo. Claro que ainda podia ser diferente.

P.S.1: Ajuda se você tem amigos por perto. Portanto, somente se afaste de onde eles estão sentados em última circunstância, e reflita se mesmo assim não há outro jeito.
P.S.2: Uma trilha sonora de seu agrado é a chave para sua sobrevivência. Por mais que coloque nas caixas do veículo uma música que você detesta, use seu aparelho eletrônico de música. Não importa o estilo ou ritmo. Eu coloquei Foo Fighters em meu MP4.
P.S.3: Essa situação me remeteu a uma música em particular. (Clique aqui para ouvi-la no YouTube)

Jesus of Suburbia

Posted: sábado, 13 de novembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , ,
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E era uma vez um rei que via seu povo passar fome em sua própria terra. Era também um rei deposto. Agora vivia na sarjeta. Não podia mais esperar. Mas os outros esperavam. Não se importavam que sofriam. Eles seriam salvos. E continuavam a esperar pacientemente pela chuva de trigo que simplesmente não sabiam quando aconteceria.
Eles eram abarrotados de livro educativos em suas estantes. E para eles isso era o suficiente. Algo a mais, era uma afronta à moral e aos bons costumes. E todos iam ao mesmo mercado todas as manhãs, e viam os mesmos vendedores e os mesmo atendentes de caixa. E todos os dias alguém teimava em falecer. "Infarto", diziam sempre os mesmos médicos do posto de saúde nas mesmas rodas de fofoca.
E ninguém se atrevia a descobrir porque tinham infartos do miocárdio aos 30 anos de idade em perfeito estado de saúde. Seria outra afronta à moral. Porque saber de algo que não estava nos livros feito pelo distrito era pecado. Mas isso é outra história. So temo que eles leiam isso.
Mas nada disso era problema. A paciência deles era soberana. Esperavam pacientemente que do nada toda essa situação melhoraria. A chuva de trigo cairia por fim. Tudo estaria resolvido. Não haveria mais nenhuma preocupação. Everything will be right.


No entanto, estou imensamente irritado - uma ostra produzindo pérolas. Eu não pretendo olhar para a parede branca e dizer: "Que deus me ajude"! Nada se resolverá por si só. No fundo, o universo é inerte. Nada se move a menos que se aplique uam força, já dizia Newton. Até porque ninguém irá me/nos ajudar. Temos que nos ajudar.
E daí que não vai ocorrer outro dilúvio? O mundo tá se acabando (entenda-se a humanidade) do mesmo jeito. A questão é: um relojoeiro não irá bater a minha porta e me dar um manual de instruções de como se constrói uma arca. Isso não existe.
Pode até ser que esses pensamentos não lhe agrade, but I control my brain, OK? Então, por isso eu grito (ou pelo menos tento), antes que eu diga de vez que o mundo é péssimo. Nosso tempo está acabando. E os gregos não criaram um deus dos subúrbios.

Apocalypse Please (4) / À espera do dia das bruxas (1) - Seu Mestre mandou

Posted: segunda-feira, 4 de outubro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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Ontem, imagino eu, foi um dia muito importante para a história do nosso país, não foi? Milhões indo às urnas escolher quem vai pagar o seu Bolsa Família, quem vai cobrar altas taxas de impostos e toda aquela coisa que ocorre de 4 em 4 anos. Eu não votei, até porque não tenho idade para isso - quisera eu ter.
No entanto, eu não sou um especialista, e nem estou aqui para discutir conduta de candidato A ou B. Quero que eles se danem. Estou preocupado com o que vai acontecer nos próximos 4 anos. E talvez nos próximos 8. Já imaginaram se a sua ou a escola o seu filho fecha? A minha corre esse risco, é sério!
Sábado de manhã, quando acordei ouvindo sobre o debate, achei que estava em 1989, não que eu tenha vivido nessa época, mas foi isso/assim que me pareceu. Parecia que tudo estava sob efeito da morfina, uma boa mutação tinha ocorrido nessa país. E tudo isso pareceu se confirmar ontem à noite enquanto acompanhava os resultados.
Em poucas semanas, ocorrerá uma das duas possibilidades a seguir, ou a 1ª lei de Newton se estabelce no Brasil, ou talvez acorde 20 anos a mais do que antes, e aí meus caros...

Apocalypse Please (3) - 60 anos da TV brasileira

Posted: sábado, 18 de setembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: ,
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Please could you stop the noise, I'm trying to get some rest
From all the unborn chicken voices in my head
What's that...? (I may be paranoid, but not an android)
What's that...? (I may be paranoid, but not an android)

When I am king, you will be first against the wall
With your opinion which is of no consequence at all
What's that...? (I may be paranoid, but no android)
What's that...? (I may be paranoid, but no android)

Ambition makes you look pretty ugly
Kicking and squealing gucci little piggy
You don't remember
You don't remember
Why don't you remember my name?
Off with his head, man
Off with his head, man
Why don't you remember my name?
I guess he does....

Rain down, rain down
Come on rain down on me
From a great high
From a great high...high...
Rain down, rain down
Come on rain down on me
From a great high
From a great high... high...
Rain down, rain down
Come on rain down on me

That's it, sir
You're leaving
The crackle of pigskin
The dust and the screaming
The yuppies networking
The panic, the vomit
The panic, the vomit
God loves his children, God loves his children, yeah

Radiohead - Paranoid Android

Apocalypse Please (2) - Indústria cultural e cultura de massas - Marilena Chauí

Posted: sexta-feira, 17 de setembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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"(...) a partir da segunda revolução industrial no século XIX e prosseguindo no que se denomina agora sociedade pós-industrial ou pós-moderna (iniciada nos anos 70 do século passado), as artes foram submetidas a uma nova servidão: as regras do mercado capitalista e a ideologia da indústria cultural, baseada na idéia e na prática do consumo de “produtos culturais” fabricados em série. As obras de arte são mercadorias, como tudo o que existe no capitalismo.
Perdida a aura, a arte não se democratizou, massificou-se para consumo rápido no mercado da moda e nos meios de comunicação de massa, transformando-se em propaganda e publicidade, sinal de status social, prestígio político e controle cultural.
Sob os efeitos da massificação da indústria e consumo culturais, as artes correm o risco de perder três de suas principais características:
1. de expressivas, tornarem-se reprodutivas e repetitivas;
2. de trabalho da criação, tornarem-se eventos para consumo;
3. de experimentação do novo, tornarem-se consagração do consagrado pela moda e pelo consumo.
A arte possui intrinsecamente valor de exposição ou exponibilidade, isto é, existe para ser contemplada e fruída. É essencialmente espetáculo, palavra que vem do latim e significa: dado à visibilidade. No entanto, sob o controle econômico e ideológico das empresas de produção artística, a arte se transformou em seu oposto: é um evento para tornar invisível a realidade e o próprio trabalho criador das obras. É algo para ser consumido e não para ser conhecido, fruído e superado por novas obras."

Apocalypse Please (1) - "Só Jesus salva"; e olhe lá!

Posted: quinta-feira, 16 de setembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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A capacidade do ser humano de portabilizar situações de conforto e entretenimento me surpreende todos os dias. Hoje me dia você não precisa mais se deslocar à uma biblioteca para ler um livro, você pode simplesmente comprá-lo pela internet - se tiver dinheiro, claro!; ou o meu exemplo favorito: você não precisa "torrar" um Cáspio de dinheiro para comprar uma vitrola, hoje já existe o MPx.
Mas e quem não tem o MPx? Muitas vezes depende de rádio - ou não -, ou até mesmo de caixas de som de veículos. Quando se faz uma viagem, digamos, considerável dentro de um ônibus com vários indivíduos é vital extinguir o silêncio e "baixar" a 'diversão'.
E o que vem a ser diversão? Isso depende de cada um de nós, não é verdade? E ouvir os sons que lhe agradam em um veículo durante quarenta minutos é muito bom. O problema está quando te fazem engolir aquilo à força. Vocês devem estar achando que eu não dou espaço para outros ritmos, e isso não é verdade. Não  me importa se você ouve música erudita, popularesca  ou 'xuxesca'; o que importa é o que você faz a partir disso.
A cena foi trágica. Os seguintes "versos" do seguinte poema: "...". Não há palavras por dois motivos. Primeiro: eu não estava ouvindo a(s) voz(es) da(s) criatura(s); meu MPx (x = 4) me salvou. Segundo: não há letra - reflita com cuidado.
"Ah, mas isso é a moda do momento, cara!". Dane-se. Odeio modas. "Você tem traços de xenofobia, pois despreza a cultura popular". Peraí, existem milênios-luz de distância/diferença entre a cultura popular e a popularesca, também conhecida como cultura de massa. "As músicas que você ouve são esquisitas". Ou será que você é robozinho demais? Fica a dúvida. Ou será que você se acostumou a batidas de latas de cerveja vazia? "Não entendo o que esse povo canta porque é em inglês". É pra isso que existem sites que traduzem as letras.
São muitos os equívocos que as pessoas cometem. Coloquei aqui apenas os que julguei mais importantes. Mas não sou completamente cético quanto a isso. Ainda tenho esperanças de que a coisa mude de figura. E não será necessário outro regime militar, ou 'glob'alização. "Oremos" .