O futuro começa devagar
Posted: sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: 2012, Apocalypse Please, Música, Sistema Sensorial, Vida e outras coisasTava qui pensando em como começar esse texto, e aí me veio à pergunta-chave: por onde começar? No mundo em que estamos hoje, fazer(-se) uma pergunta dessa é de extrema importância. Chega ser até mesmo algo vital, necessário para se respirar. Start! Todos sabemos que vivemos num infeliz, cruel e desumano circulo vicioso de desumanidade, infelicidade e crueldade, e parece não existir um começo para a mudança. Se não há nem fim do túnel, quem dirá luz neste!
Depois
Posted: terça-feira, 6 de dezembro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: 2012, Apocalypse Please, Jingle Hell, O meu melhorO que você vai fazer quando não mais precisar fechar os olhos?
O que você vai fazer quando puder migrar junto com os pássaros?
O que você vai fazer quando seu cérebro entender que nada doi?
O que você vai fazer quando puder ter tudo?
O que você vai fazer?
Qual o próximo passo?
Para onde você vai, depois de percorrer todas as estradas?
Com quem você vai conversar, quando já tiver conhecido o mundo todo?
O que você vai fotografar, quando já tiver ido a todos os ponto turísticos?
Do que você vai rir, quando já tiver ouvido todas as piadas?
O que você vai fazer?
O que vai querer depois?
O que vai tentar depois?
Dinheiro: solução e problema
Posted: sexta-feira, 7 de outubro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: "Globo e você: tudo a ver", Apocalypse Please, Jingle Hell, Vida e outras coisasmais pesado, menos respiração
Posted: quinta-feira, 15 de setembro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: Apocalypse PleaseSaiba que esse seu papo de colaboração entre a sociedade não cola mais comigo. Todos os dias há uma coisa nova a se resistir. Juntos não adianta mais de muita coisa, embora eu ainda queira me aliar a alguém. Todos os dias uma nova separação, todos os dias uma nova correria. E ninguém parece saber disso.
E não há mais poemas, porque não há mais tempo de ver o próprio rosto refletido na água. O tempo acabou faz tempo. Agora só nos resta esperar por um milagre. Estamos totalmente separados, e parece que tudo vai acabar no próximo instante. Nós iremos acabar. Não era para ser essa a nossa história. E agora muitos estão se aliando equivocadamente. E eu nem posso culpá-los: o trauma é grande. O trauma é desconhecido. Todos tinham um nome e todos rezavam. E quando se acabam as rezas, o que resta a se fazer, a não ser juntar-se ao raptor. E nenhum milagre. Nenhum milagre existe, na verdade. Eles não podem esquecê-los, a marca é muito profunda para se conseguir dormir a noite e não lembrar que foi (e é) um refém.
Estamos totalmente abandonados. Não posso culpar quem esquece, o sofrimento é desumano!
São tempos de não parar para observar o mar passar, porque o mar não está para se rolhado, e sim navegado.
Repito: estamos separados, e não mais há amor para resistir, não há mais lugar para se esconder, nem aquele escapismo mundano nos copos. Todo mundo é procurado em todos os lugares, a todos os momentos, e o tempo está acabando. Isso não é nosso destino; então, como assinar?
É fato que não podemos mudar muita coisa, nem nós mesmos, porque nada mais está em nossas mãos. Só nos resta contar com o acaso. Sim, a sorte finalmente parece existir. Era isso mesmo que vocês queriam? A sorte? Aí está a nossa sorte, o nosso azar. Não é tempo de mudança, mas eu, tolamente, espero que algo se transforme a nosso favor. não é uma questão de ignorar as frases de antigamente, é questão de impotência mesmo. Todos estamos impotentes. é por isso que precisamos estar juntos, podemos não ser invencíveis juntos, mas separados somos só o acaso. De fato, não há muito o que se perder. Inclusive já estou com falta de ar. Minha respiração está alterada. Não, não está tudo bem. Nada está bem. Nós temos que ser os melhores, e ainda tentar mudar o mundo. Essa é a nossa missão. Os demônios agora vêm de fora, os demônios estão cada vez mais assustadores. Todas as esquinas são assustadoras. Qualquer coisa pode ser o nosso fim, e nada mais. É isso o que se passa em nossas cabeças. Não há mais nada depois. E ainda temos que vender nossa desgraça em uma bela pintura para sobreviver com ajuda da pena dos outros, dos ditos preocupados conosco.
A regra é o segredo total. Ninguém sabe como estamos. Ninguém deveria saber onde estamos. Não há como resistir, e tudo isso vai acabar. E talvez depois só haja o silêncio.
Eu Rezo
Posted: sábado, 9 de abril de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: 2012, Anjos, Apocalypse Please, Delírios, Nonsense, O meu melhor, Plástica, Receita da Utopia, RevoltaEu rezo pelo dia em que acordarei a tempo de ver o sol nascer
Eu rezo pelo dia em que eu possa acordar descansado
Eu rezo pelo dia em que a cultura se desvinculará do capitalismo selvagem
Eu rezo pelo dia em que eu não precise sorrir
Eu rezo pelo dia em que nossos dias sejam únicos
Eu rezo pelo dia em que os medíocres não rezarão nunca mais
Eu rezo pelo dia em que não terei de engolir a Palavra
Eu rezo pelo dia em que eu possa sonhar surrealmente
Eu rezo pelo dia em que o mundo de cada um seja de Um
Eu rezo pelo dia em que eu possa acreditar no que eu quero
Eu rezo pelo dia em que o Progresso não dependa da Bolsa
Eu rezo pelo dia em que sejamos seguros na segunda família
Eu rezo pelo dia em que se pare de vender a desgraça
Eu rezo pelo dia em que não precisarei deixar um olho aberto
Eu rezo pelo dia em que o silêncio seja apenas silêncio
Eu rezo pelo dia em que os direitos estejam direitos
Eu rezo pelo dia em que eu possa descer do muro sem medo
Eu rezo por todos esses dias!
Evolução
Posted: quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: 2012, Apocalypse Please, Cultura de massaEm defesa da vida...
Posted: quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: Apocalypse Please, RevoltaAlém disso, tem outra coisa que me indigna mais ainda. A Igreja se diz protetora da vida, por isso teve que excomungar essas pessoas, pois o aborto é atentado contra a vida. Mas espere aí, um estupro a uma menina de nove anos - sendo isso também pedofilia - não seria um atentado contra a vida, nesse caso até maior que o aborto em si? Eu acredito que sim - me desculpe se você achou isso um absurdo, mas problema seu! Ela se diz protetora da vida, mas nem se importou com o estupro praticado pelo padrasto da menina, nem se quer o excomungou - não que fosse fazer alguma diferença, no sentido prático -, o que demonstra que a Igreja considera que o aborto é mais grave que o estupro e a pedofilia.
Onde está a defesa da vida, tão pregada pela Igreja? Onde está a misericórdia? Agora eu me lembro que muitos bispos pelo mundo inteiro foram acusados de pedofilia e nada aconteceu com eles. Será que o papa tornou tão sacro a pedofilia na igreja quanto a comunhão? Parece ser essa a linha de raciocínio.
Eu achei na internet um artigo sobre a posição do filósofo frâncês Michel Onfray, que além de comentar o caso, lou sobre algumas das posturas da igreja, entre as quais em relação ao aborto, além do papel da filosofia e da religião na atualidade.
"Eu li na imprensa francesa que, para o bispo de Recife, o estrupo é menos grave que o aborto. Quando alguém lhe perguntou porque o padastro não foi excomungado, ele respondeu que 'dar a morte é mais grave'. Dar a morte a um feto é mais grave que o estupro e a pedofilia? (...) Ela (Igreja Católica) pretende defender a vida, mas ela não a defende. Onde está a dignidade nesta aventura? O que se pode chamar de vida? Onde ela se encontra? Numa manifestação biológica? (...) A Igreja defendeu a vida ao dar a bênção às bombas atômicas que explodiram em Hiroxima e Nagasaki? Ela defendeu a vida ao dar a bênção às armas que serviram para assassinar os republicanos espanhóis durante a Guerra da Espanha?. A Igreja pretende defender a vida, mas o que ela defende é o poder em vigor. Na verdade, o que fascina a Igreja é a morte. É a morte que lhe interessa. (...) A Igreja somente demonstra o que ela foi e é, colocando-se sempre ao lado dos fortes, dos poderosos, da colaboração. Ela não resiste. Ela não se preocupa com os pobres. Ela não demonstrou misericórdia a este ser frágil que foi violentado pelo padrasto. Ela não apoiou esta menina. Ao contrário, ela ainda a afligiu, considerando-a até culpada e responsável."
É por isso que eu deixei a Igreja Católica. Não pense que vim aqui mostrar que sou "sem religião", e ficar com aquela ladainha de sempre. Só quis mostrar um PORQUÊ de todas as minhas posições religiosas. Na época do ocorrido, eu ainda "era" católico, e fiquei indignado e chocado com a posição estúpida e hipócrita do bispo. E só de lembrar fico ainda mais indignado, mas o que eu penso não importa agora. Só queria mostrar a vocês o que realmente acontece nesse âmbito "sagrado".
P.S: Clique aqui para ler o artigo que eu citei nesse texto.
Tropa de Elite III
Posted: terça-feira, 30 de novembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: Apocalypse Please, Receita da Utopia, Revolta"E sem saber pra onde ir..."
Posted: quarta-feira, 17 de novembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: Anjos, Apocalypse Please, O meu melhorP.S.2: Uma trilha sonora de seu agrado é a chave para sua sobrevivência. Por mais que coloque nas caixas do veículo uma música que você detesta, use seu aparelho eletrônico de música. Não importa o estilo ou ritmo. Eu coloquei Foo Fighters em meu MP4.
P.S.3: Essa situação me remeteu a uma música em particular. (Clique aqui para ouvi-la no YouTube)
Jesus of Suburbia
Posted: sábado, 13 de novembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: Apocalypse Please, Receita da Utopia, Revolta, VômitosNo entanto, estou imensamente irritado - uma ostra produzindo pérolas. Eu não pretendo olhar para a parede branca e dizer: "Que deus me ajude"! Nada se resolverá por si só. No fundo, o universo é inerte. Nada se move a menos que se aplique uam força, já dizia Newton. Até porque ninguém irá me/nos ajudar. Temos que nos ajudar.
Apocalypse Please (4) / À espera do dia das bruxas (1) - Seu Mestre mandou
Posted: segunda-feira, 4 de outubro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: "Globo e você: tudo a ver", À espera do dia das bruxas, Apocalypse PleaseApocalypse Please (3) - 60 anos da TV brasileira
Posted: sábado, 18 de setembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: "Globo e você: tudo a ver", Apocalypse PleaseFrom all the unborn chicken voices in my head
What's that...? (I may be paranoid, but not an android)
What's that...? (I may be paranoid, but not an android)
With your opinion which is of no consequence at all
What's that...? (I may be paranoid, but no android)
What's that...? (I may be paranoid, but no android)
Kicking and squealing gucci little piggy
You don't remember
You don't remember
Why don't you remember my name?
Off with his head, man
Off with his head, man
Why don't you remember my name?
I guess he does....
Come on rain down on me
From a great high
From a great high...high...
Rain down, rain down
Come on rain down on me
From a great high
From a great high... high...
Rain down, rain down
Come on rain down on me
You're leaving
The crackle of pigskin
The dust and the screaming
The yuppies networking
The panic, the vomit
The panic, the vomit
God loves his children, God loves his children, yeah
Radiohead - Paranoid Android
Apocalypse Please (2) - Indústria cultural e cultura de massas - Marilena Chauí
Posted: sexta-feira, 17 de setembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: Apocalypse Please, Cultura de massa, OsmosePerdida a aura, a arte não se democratizou, massificou-se para consumo rápido no mercado da moda e nos meios de comunicação de massa, transformando-se em propaganda e publicidade, sinal de status social, prestígio político e controle cultural.
Sob os efeitos da massificação da indústria e consumo culturais, as artes correm o risco de perder três de suas principais características:
1. de expressivas, tornarem-se reprodutivas e repetitivas;
2. de trabalho da criação, tornarem-se eventos para consumo;
3. de experimentação do novo, tornarem-se consagração do consagrado pela moda e pelo consumo.
A arte possui intrinsecamente valor de exposição ou exponibilidade, isto é, existe para ser contemplada e fruída. É essencialmente espetáculo, palavra que vem do latim e significa: dado à visibilidade. No entanto, sob o controle econômico e ideológico das empresas de produção artística, a arte se transformou em seu oposto: é um evento para tornar invisível a realidade e o próprio trabalho criador das obras. É algo para ser consumido e não para ser conhecido, fruído e superado por novas obras."