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Democracia vs. Anarquia. (Ou não)

Posted: terça-feira, 23 de agosto de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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O poder feito para todos e por um conjunto certamente é tirânico. Tudo bem, são apenas divagações repentinas, sem nenhum preparo antecipado. É a tal da democracia. Até onde eu me lembro, é uma forma de governo onde se leva em consideração a vontade de todos. Ou melhor, da maioria. Mas será que vivemos realmente em uma democracia? Será que as ideias e os anseios de todos, absolutamente todos, são levados em consideração? A resposta: de jeito nenhum. Não é segredo para ninguém que muita gente é ignorada nos projetos políticos. Mas ainda assim essa ideia de “democracia” ainda é cultuada em grande parte do mundo – imagino eu.

E qual seria a razão disso? Acredito eu que haja várias. No Brasil, talvez seja pelo fato de, depois de mais de vinte anos de um regime militar ditatorial, a ideia de eleições diretas proporcionar para muita gente a sensação de liberdade. E talvez seja isso mesmo. Ou talvez não. Não sei explicar ao certo. São apenas ideias embrionárias, mas vamos em frente. O fato de muita gente poder escolher diretamente o seu representante, gera um conforto enorme, as pessoas sentem que têm algum valor.

Mas, e por que isso não seria uma democracia? Simples. Para mim (e essa é uma ideia recente) não há democracia sem uma anarquia individual. E o que seria essa “anarquia individual”? Seria uma pessoa sem nada nem ninguém a controlando. Ela seria livre para tomar suas próprias decisões, fazer suas próprias escolhas. Além disso, cada pessoa teria suas próprias ideias, semelhantes umas às outras ou não. É óbvio que isso implica também em responsabilidades. E onde estaria o problema? A “democracia” valoriza o CONJUNTO, massacrando as particularidades de cada um. Isso sem contar os que ficam fora desse conjunto.

Enfim, essa é a minha ideia de governo democrático, um governo que torne cada cidadão autônomo.

Evolução

Posted: quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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Estamos todos prontos. Vai começar. Talvez já tenha começado afinal. Mas eu não posso revelar nada. Tudo é um grande segredo. Hoje nada mais disso é permitido. É tudo muito novo. Novas formas. Novas cores. Novas pessoas. Tudo novo e diferente. Agora um segundo é um instante. Hoje precisa-se de muitos instantes. Se você pedir um intante, não vai conseguir pensar em ou fazer praticamente nada. O tempo é rei. Talvez sempre tenha sido, só que agora talvez esteja mais tirano. É, foi apenas isso. Pense em resultados para daqui a dois minutos. É só pegar tudo do jeito como está, juntar 'a' com 'b' e pronto. Está feito. só queremos saber o que você come no almoço, quais roupas veste em determinadosmomentos e perguntas derivadas. Isso já é mais do que suficiente. Tocou e pronto (e depois). Não precisa saber quem é. Só precisa conhecer da cintura pra baixo e, em algumas ocasiões - quase sempre -, os bolsos. Eles são muito importantes. Se amanhã estivermos vivos, está bom. Já é o suficiente. Quem se importa com daqui a cinco anos? Não se pode perder muito tempo aqui. Daqui a pouco eu tenho que voltar, então não dá pra fazer nada mais elaborado. E pra quê? Não é por isso que congelam as coisas? Não precisamos nada muito elaborado em quase nada. Veja só. Você tem oito segundos para inserir sua voz. Tum-tum-tum, Tum-tum-tum, Tum-tum-tum, Pan-pan-pan, Pan-pan-pan. Pronto, agora é com você. Faça antes que ninguém mais queira. Na próxima colocamos mais um Pan-pan-pan. Ótima palavras. Vamos colocar elas de novo nas próximas. E pra que tanta história? Mate alguém e oculte o assassino, pelo menos até o final. Deixe ela se pegar com o cunhado. Todos vão adorar. E vamos colocar também um golpe financeiro naquela empresa. Vai ser ótimo. Isso já basta. Não há necessidade de ficar se encucando para entender as coisas. Temos que escolher os remédios. São muitas pessoas, e você abe como é. Eu nem vou precisar tocar neles. Um minuto de dor e cinco (no máximo) na farmácia. Tudo estará resolvido. Pense apenas na vitrine e no cartaz. 99 por cento. Já pensou? Eu vou ter essa loja todinha pra mim. me dá o cartãi! Vou levar esse setor inteiro e pagar daqui a mil dias. É, já começou mesmo. Vai terminar. Mas é claro que não. Nada nunca vai acabar. A evolução é constante. Lenta, mas constante. Realmente lenta. Síndrome de Midas, seria isso? Mais evolução a cada instante? Isso deve ser bom.

Uma de minhas esperanças

Posted: sexta-feira, 12 de novembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , ,
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Sinceramente, já perdi quase todas as minhas esperanças na humanidade. É cada uma que eu ouço de um bocado de gente, que chega a me dar nojo, e vomitar na car ado indivíduo. Talvez esteja aí minha felicidade. QUASE. Ainda há alguns em que eu deposito minhas fichas. Mas vamos la, ainda não é disso que eu quero falar.
Ontem à tarde, eu li um texto em blog de um amigo meu, André Magri (clique aqui para ler o texto), e ainda estou tentando digerir o fato mencionado lá, mas parece que eu vou vomitar mesmo, como eu disse no início desse texto.
Eu simplesmente ainda não consigo acreditar que professores achem que estudar outras culturas seja algo fútil ou "coisa do demônio". Isso surgiu a partir do tema do desfile do município de Ipanguaçu, cujo tema é a África. Como fica a educação brasileira conduzida por esses idiotas, cérebros de ervilha? E não tenho medo de usar essa linguagem. E interessante lembrar que eles passaram pela universidade. Com isso, eu penso duas vezes se quero ou não fazer universidade algum dia.
Mas o que mantêm viva minha esperança são os alunos dessas escolas. Ao passo que seus respectivos professores mantêm essa crença, esses estão lendo e conhecendo esse gigantesco universo cultural, lendo sobre identidade, livros de autores africanos e tal. O livro didático é bom, pois serve de auxílio para o aluno. Mas ele não é necessário, muito menos vital para a formação acadêmica de alguém, como roga a maldita "prole universitária".

Parabéns aqueles que idealizaram esse projeto, e parabéns aos alunos pelo interesse. Joguem na cara desses professores imbecis que vocês estão num nível acima deles, pelo não tão simples motivo de que vocês quebraram as barreiras do preconceito.

Eu não sei o que faria na frente desses professores de merda. Provavelmente daria um soco na cara de cada um, depois cuspiria. Meus bons modos com a sociedade está indo pro ralo a cada dia que passa.

Apocalypse Please (2) - Indústria cultural e cultura de massas - Marilena Chauí

Posted: sexta-feira, 17 de setembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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"(...) a partir da segunda revolução industrial no século XIX e prosseguindo no que se denomina agora sociedade pós-industrial ou pós-moderna (iniciada nos anos 70 do século passado), as artes foram submetidas a uma nova servidão: as regras do mercado capitalista e a ideologia da indústria cultural, baseada na idéia e na prática do consumo de “produtos culturais” fabricados em série. As obras de arte são mercadorias, como tudo o que existe no capitalismo.
Perdida a aura, a arte não se democratizou, massificou-se para consumo rápido no mercado da moda e nos meios de comunicação de massa, transformando-se em propaganda e publicidade, sinal de status social, prestígio político e controle cultural.
Sob os efeitos da massificação da indústria e consumo culturais, as artes correm o risco de perder três de suas principais características:
1. de expressivas, tornarem-se reprodutivas e repetitivas;
2. de trabalho da criação, tornarem-se eventos para consumo;
3. de experimentação do novo, tornarem-se consagração do consagrado pela moda e pelo consumo.
A arte possui intrinsecamente valor de exposição ou exponibilidade, isto é, existe para ser contemplada e fruída. É essencialmente espetáculo, palavra que vem do latim e significa: dado à visibilidade. No entanto, sob o controle econômico e ideológico das empresas de produção artística, a arte se transformou em seu oposto: é um evento para tornar invisível a realidade e o próprio trabalho criador das obras. É algo para ser consumido e não para ser conhecido, fruído e superado por novas obras."