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I love you, I love you, I love you, What’s your name?

Posted: segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , ,
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você disse: “eu amo você”
você disse isso
você disse isso pra mim
você disso isso para ela e para ela também
e você repetiu isso para ela

você disse para ela: “Ohhh, sweet child o’mine”!
era verdade,
ou você apenas aprendeu a repetir essa frase?

você disse: “eu te amo”
e aí minha pele sentiu o seu amor
foi um beliscão e tanto, aquele
você achou que estava fazendo o necessário para mim

você chegou em casa
mais uma noite
sua boca estava adornada
(e com certeza assim também havia sido pouco antes)
e você tirava o adorno, para transformá-la em uma chaminé
onde estava o seu volante?
quem dormiu na sua direção?
você estava sem controle
não tinha como me enganar: aquilo não era água
eu já ia dormir,
mas tragicamente, ela ainda estaria acordada
o que tinha de errado com seus olhos?
você via tudo vermelho
ela com certeza não era toureira.

e aí você foi embora
você continuava dizendo: “eu te amo”
fóruns e juízes
”eu te amo”
eu me interessava pelo que você tinha
”eu te amo”
você teve que ir de novo
e bem depois eu ia lá algumas vezes
e você disse para ela: “eu não quero ver você nem pintada de ouro”
e eu parei de ir lá, pq você mais uma vez teve que ir
(acredite: eu lhe te entendi nas duas vezes que você foi)

eu nem te vejo mais
eu nem me importo mais
eu estou aqui
e você disse: “eu te amo”
e você continua dizendo: “eu te amo”.

Depois

Posted: terça-feira, 6 de dezembro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , ,
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O que você vai fazer quando não mais precisar fechar os olhos?
O que você vai fazer quando puder migrar junto com os pássaros?
O que você vai fazer quando seu cérebro entender que nada doi?
O que você vai fazer quando puder ter tudo?
O que você vai fazer?
Qual o próximo passo?
Para onde você vai, depois de percorrer todas as estradas?
Com quem você vai conversar, quando já tiver conhecido o mundo todo?
O que você vai fotografar, quando já tiver ido a todos os ponto turísticos?
Do que você vai rir, quando já tiver ouvido todas as piadas?
O que você vai fazer?
O que vai querer depois?
O que vai tentar depois?

Dinheiro: solução e problema

Posted: sexta-feira, 7 de outubro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , ,
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Já assistiu a um telejornal, de qualquer emissora, especialmente à noite? Se você é uma pessoa "sensata", provavelmente sim. E qual o tema que domina nesse veículo de comunicação de informação tão importante? A crise financeira mundial. Está em todo canto, pois é um problema muito grande que as "grandes potências" mundiais estão enfrentando, e que parece ser impossível de se resolver.
Antes que você pense que vim aqui para expor alguma "solução miraculosa", engana-se: eu não entendo nada disso; esses números para mim não fazem sentido algum; são coisas complicadas demais para eu entender; e eu não tenho saco para economia. Sei que esse "descaso" é algo ruim para mundo, pois mantêm o controle dos bancos mundiais, FMIs e o escambau, mas falemos sério: quem têm paciência de lidar com todas aquelas contas? Ninguém, eu imagino. Quem trabalha com isso deve enfrentar muitos problemas mentais - na verdade, já está com um pelo simples fato de querer trabalhar com isso -, pois é enlouquecedor todos os dias pessoas quebrarem suas cabeças com cotações monetárias, transações bancárias e etc. Estão vendo, eu sei tão pouco sobre finanças que não sei nem o que faz o pessoal que trabalha com isso.
Falam-se em juros, inflação, controle de gastos; e eu, alheio a tudo isso, tentando aproveitar o pouco de sanidade que me resta.
Aí, vendo isso, pensei em uma coisa. O dinheiro foi criado há muito tempo pelo homem para facilitar o comércio realizado. Como? Por incrível que pareça, é bastante simples de se entender. Na época, as pessoas adquiriam coisas trocando outras. Você trocava uma quantidade de arroz por uma quantidade de feijão. No entanto, havia uma coisa que tornava tudo mais complicado: quantos quilos de arroz "custavam" um quilo de feijão? Quantas galinhas eram necessárias trocar para se conseguir um porco? Ou seja, era muito complicado determinar um valor para as coisas. Aí veio o dinheiro, uma unidade que quantizava especificamente o valor de algum coisa, tornando o comércio mais fácil e mais rápido. Uma das maiores invenções, sem dúvida.
Mais aí, aconteceu alguma coisa, que eu não faço ideia do que seja, tornou o dinheiro símbolo de poder. Aí, em busca de poder, as pessoas queriam comprar mais, e mais, e mais, E MAIS... Acho que foi aí que surgiu o capitalismo, ACHO. Passou-se a depender do dinheiro para tudo, até mesmo para se estabelecer relações sociais. O dinheiro passou a ser a base de tudo. Dinheiro igual a poder. E a sede de poder da humanidade existe desde quando Adão decidiu experimentar a maçã para ser como deus. Até que a coisa evoluiu ao ponto das pessoas se preocuparem com o dinheiro ao ponto de criarem a "ciência do dinheiro" - coloquei aspas aqui porque não é exatamente isso, mas bem que poderia ser, e na verdade é, mas deixa para lá - para estudarem tudo que não existia, para criarem soluções para problemas que não existiam na época, e assim foi com muitas coisas, mas vamos falar apenas do dinheiro. Tudo girava agora em torno do dinheiro. até mesmo o caráter. Dinheiro = pessoa de bem. Fata dele = pessoa suspeita. E não me venham me dizer que não é assim, porque é e todos nós sabemos disso muito bem.
E vejam só, parece que eu tenho, afinal, uma ideia: abolir o capitalismo. Eu sei, parece ser meio radical, e eu até posso estar enganado, mas você tem uma ideia melhor? E não estou falando em uma ideia para combater a crise, e sim em uma ideia para recobrar a dignidade (e a sanidade) das pessoas, e para que o dinheiro volte a ser apenas um auxílio para as pessoas comprarem seu feijão na feira sem muita dificuldade.

Christmas Lies

Posted: sexta-feira, 24 de dezembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: ,
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É tempo de natal e ano novo, época em que os seres humanos decidem se juntar para promulgar a paz mundial nos meios de comunicação, nas lojas, em toda forma de mídia e consumo. Acho que já deu para você perceber minha posição sobre essas datas. Mas tudo depende no final da contas do (seu) ponto de vista. O objetivo desse texto é, em sua essência mais remota, expor minha opinião e posiçaõ sobre o natal, especificamente.

Vamos por partes. Qual o significado original do natal? É celebrar o nascimento do filho de Deus. Agradecer por ele ter salvo a humanidade. Não é isso? Bom, foi o que eu aprendi na família e na escola principalmente. A questão é: eu nunca vi absolutamente NINGUÉM se lembrar disso; só o que vi nesses meus quinze anos foi meus familiares se reunirem na noite do dia 24 de dezembro e beberem a noite inteira e uma parte da madrugada e ouvirem forró (essa última parte é de uns 5 anos pra cá). Onde fica o significado religioso da data? Na hipocrisia cristã, porque eu não vejo nada disso!
Outra coisa: o natal é pra celebrar o nascimento de Jesus, o filho de Deus que salvou a humanidade. Nada disso! A meu ver, a humanidade não está salva coisíssima nenhuma, ao contrário: está cada dia pior, mais podre e suja.

Outro detalhe que irrita MUITO está também na questão religiosa. A igreja prega que deve-se viver de forma humilde, sem luxo algum, só com o necessário. Mas não é isso que vejo. Vejo o auge do capitalismo. Lojas e mais lojas fazendo propagandas e mais propagandas de produtos natalinos, tudo para esgotar o décimo terceiro salário do povo brasileiro. Tudo uma forma de marketing em busca do lucro desmedido. É o momento em que o capitalismo cresce e as pessoas percebem menos do que no resto do ano, pois estão plenamente imersas nele.

E mais: todos desejam paz para todos, sendo que quase não se falam, ou não se falam mesmo. E insistem nisso! "Ah, como é natal, vou falar com ele, nem que seja para desejar feliz natal! Depois ele me esquece e eu esqueço dele!" Isso não cola comigo. Eu só desejo Feliz Natal para aqueles que eu julgo merecer, e que tenho uma convivência legal e agradável (nem precisa ser tão agradável assim). Por que eu desejaria paz para uma pessoa que nem tenho contato? É demais para mim. Aguento tudo isso à força.
E ainda por cima vêm falar em "paz mundial" e derivados. Aí a coisa me irrita de vez! "Vamos agradecer a Deus pela mesa farta durante esse ano, pelo lar que temos e pela paz mundial...". E as pessoas que mal têm o que comer? E as pessoas que usam como lençol páginas de jornal? E as famílias arrasadas pelos conflitos internacionais? Como ficam todos esses? Onde está a benção de Deus nesses momentos? Que pai é esse, que deixa seus filhos se destruírem?

Se milagres existem? Sim. Exemplo: eu ainda acredito em Deus, mas não da forma cristã. Eu caí fora do cristianismo e sua hipocrisia há mais de um ano. Se você se sentiu ofendido com essa minha declaração, PROBLEMA SEU!!! Eu já tô de saco cheio dessas esperanças falsas.
Se você acredita na paz natalina, bom pra você. Faça bom proveito dela, mas com consciência de que o mundo não é essa coisinha bonitinha pregada por você sabe quem/o quê.



P.S: Montei uma playlist aqui no blog que acrescentam mais vigor ao texto, e que faz parte da minha "trilha sonora natalina". Veja aqui.

P.S.2: Coloquei um conto de Marcelino Freire na seção "Citações" deste blog. Veja aqui.

Jingle Hell

Posted: sexta-feira, 3 de dezembro de 2010 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: ,
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Bem, finalmente chegamos no mês de Dezembro, o último mês do ano; o mês onde começam os preparativos para as festas de fim de ano; as compras de Natal e de Ano Novo; onde se iniciam os momentos de reflexão, o que fazer e o que não fazer no ano seguinte; e coisas do gênero. Entretanto, é o mês que termina o ano letivo nas escolas. E antes do fim, vêm a enxurrada de provas, trabalhos e atividades, tudo de uma vez só!
Pois é, este é o mês do aperto para mim e para centenas de outros alunos de minha escola. Trabalhamos o ano inteiro, mas nesse período é que a coisa toda se junta num período de tempo menor e na verdade só faz aumentar. Praticamente não temos tempo para nós mesmos, temos que focar quase inteiramente nas atividades acadêmicas. Alguns até envolvidos com projetos que se desenrolaram ao longo do ano (certo, alguns tiveram certos probleminhas!).
É a época em que os desesperados depositam toda a sua fé e esperança, pois não se deram muito bem no resto do ano com relação a algumas disciplinas. E mesmo os que se anteciparam para não se preocuparem agora estão preocupados e desesperados, como é o meu caso!
Simplesmente estamos cansados e esgotados. Mas parace que temos uns poderes de Fênix impressionantes, que não nos deixam morrer antes do tempo! E ainda tenho minhas dúvidas sobre a razão de ainda estarmos vivos!
E do cansaço e da exaustão, surgem os velhos "amigos" estresse e irritação. É provável que você tenha noção do que estou falando. Não raciocinamos direito, ficamos irritados com qualquer coisa e tal. Hoje por exemplo minha turma simplesmente perdeu o controle em 10 minutos ao saber que perdermos algumas horas vitais para a realização de um trabalho. Embora ano passado tenha conhecido o final do ano na minha escola, esse ano eu me surpreendi com a situação.
O que tem me mantido vivo e inteiro talvez seja a música, vital para mim. A única coisa que me faz ter forças para eu me levantar da cama quando acordo de manhã cedinho é saber que pouco tempo depois eu vou ouvir os sons de meu agrado. Pena que nem todos possam usar disso para se sentirem melhor, eu acho.
Felizmente minha preocupação não está em me matar de estudar por causa de nota, quanto a isso não estou preocupado. Minha preocupação está em não alcançar meus objetivos de forma completa. Eu não quero simplesmente passar de ano, quero passar de ano com um bom rendimento, não só acadêmico, mas no que aprendi nos 200 dias letivos.
Sabe o que é mais interessante e irônico, até?
Que nós gostamos de tudo isso; gostamos de passar o ano estudando e aprendendo, envolvidos em projetos e afins. Isso é o que talvez realmente nos dê forças para prosseguirmos e insistirmos nisso.

Mas nós não aguentamos mais, e todos os dias, em vários momentos, clamamos pelo fim das aulas!