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Tentativas de auto-refutação

Posted: segunda-feira, 4 de julho de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , , ,
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- Você tinha me dito que nada mais importa neste mundo. O que aconteceu? O mundo passou a ser importante de repente, ou ele sempre foi?

- Não, o mundo nunca foi importante e continua não sendo. Mas as pessoas que estão nele são. E vivemos apenas para ver quem amamos morrer. Não acha isso injusto?

- Mas a morte é inevitável!

- Inclusive a minha?

- Sim, inclusive a sua!

- Então a morte seria a única coisa feliz na minha vida?

- Talvez. Mas e as pessoas que são importantes para você? Elas não te deixam mais feliz?

- Sim, deixam. Mas, e quando elas morrem?

- Perceba que você não pode evitar a tristeza.

- Posso evitar a minha, morrendo!

- E as pessoas que se importam com você?

- Você venceu!

Orgulho alheio

Posted: sexta-feira, 25 de março de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , , ,
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Hoje à tarde meu orgulho alheio simplesmente atingiu níveis que eu nunca imaginei que seriam alcançados. Sabe quando pessoas que você admira lhe põe um sorriso de ponta a ponta por algo que eles próprios fizeram? Isso aconteceu comigo hoje. Não é uma simples questão de prestigiar o trabalho alheio, é se sentir orgulhoso por algo que outras pessoas fizeram, é saber que você tá no meio daquela coisa toda, é você estar vivenciando isso,  vendo e vivendo toda essa gana pelo conhecimento, pelo aprendizado, pela descoberta.

Vamos situar toda essa minha euforia: hoje ocorreu no IFRN - Campus Ipanguaçu, o Seminário de Iniciação Científica, onde os alunos apresentaram seus projetos, pesquisas e tal. Uma coisa bem informal, destinada aos alunos novatos, com o objetivo de apresentar a eles a pesquisa do campus. Como eu adoro estar no meio desse mundo, fui assistir as apresentações no turno vespertino, que foi justamente o turno em que meus amigos apresentaram suas pesquisas e projetos.

Um dos grandes receios era que a coisa ficasse um tanto tediosa, pois muita coisa era bem científica e poderia soar estranha ao público, seja o público-alvo ou os "intrometidos". Mas que nada! Foi tudo muito bem descontraído, com excelentes, eu repito, EXCELENTES projetos, e uma galera atenta e principalmente, instigada. Poucas vezes presenciei algo como aquilo. Não que eu tenha ficado perplexo com essa participação toda, mas convenhamos que, quando você está acostumado a apresentar trabalhos para pessoas que nem sempre prestam atenção naquilo que você faz, a reação não é nem de espanto, é de euforia, pelo menos no meu caso. E olhe que eu nem apresentei, infelizmente (não tinha muita ideia pra falar ali, e se eu fosse apresentar uma porcaria, que provavelmente seria o resultado disso, a galera ia logo se desinteressar por aquele momento). Imagine se eu tivesse apresentado; tinha dado pulos de alegria. "Alguém se importa com meu trabalho!!!!!!!"
Agora acho que agora dá pra entender!

Por fim, meus parabéns a todos esses alunos que na tarde de hoje mostraram do que somos capazes, mostraram o que está acontecendo na nossa escola, além de aprender conceitos. Meus parabéns aos alunos que foram prestigiar todos aqueles trabalhos, porque ficar à tarde num sexta-feira é pra lá de cansativo (acreditem, eu sei como é); espero que tenham se sentido instigados do mesmo jeito que eu. Parabéns aos orientadores, que instruíram seus alunos da melhor maneira possível, proporcionando esses resultados fantásticos, mesmo com todas as dificuldades e perrengues. Parabéns aos responsáveis por esse momento, ele com certeza não foi em vão, e com certeza essas horinhas mudaram vidas.
O trabalho de todas essas pessoas é vital pra tudo isso que tá acontecendo naquele lugar praticamente desconhecido.

VIVA A PESQUISA...



P.S.: Agora, por favor, me deixa mergulhar de cabeça nesse mundo porque assistir é massa, mas desenvolver, é P-H-O-D-A!

A importância do ato de escrever

Posted: segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , ,
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Outro dia um professor meu tava falando numa das aulas sobre a importância da contribuição de caras como Newton, Euclides, Euler e outros mais. Depois ele comentou: "Será que não havia ninguém como esses caras nessas épocas, capazes de descobrir tais 'respostas' e desenvolver teorias?" E logo depois, a resposta que me motivou a escrever isso: "Claro que pode ter existido alguém, mas eles não escreveram o que formularam. Newton desenvolveu suas leis e publicou-as. Isso foi o que fez a diferença".

De fato. Todos esses escreveram suas teorias e descobertas, seja em qual campo do conhecimento for. Isso me lembrou de uma ideia que já tenho há algum tempo: escrever meus pensamentos, minhas ideias, qualquer coisa que vier à cabeça. Sem precisar pensar muito, é possível perceber que esse blog tem justamente essa função: escrever o que se passa em minha cabeça - ou melhor, em parte dela, porque nem tudo vem pra cá! Eu tenho uns cadernos que também recebem meus pensamentos, a diferença entre eles e esse blog é aqui escrevo o que eu acho que pode ser colocado pro mundo, pode ser exposto.

Mas, afinal de contas, pra que escrever as coisas? Simples (ou não): não podemos deixar as palavras se perderam ao vento, quando faladas; ou nos confins do cérebro, quando pensada. Cada pensamento é uma preciosidade, mesmo que só pra você. Já imaginou se os grandes escritores, filósofos, cientistas, matemáticos, não registrassem seus achados, confiassem estupidamente na memória de um ser humano? Pense só como seria (só de imaginar já me dá uma angústia, perder todo esse conhecimento construído).Ou até mesmo que você nunca mais torne a ver suas anotações, é extremamente reconfortante, ou melhor, LIBERTADOR escrever o que lhe veio à cabeça. Já percebeu como é muito desconfortável você pensar em algo e ficar com isso na cabeça, torcendo para não esquecer? Ou deixar aquilo preso? É horrível, angustiante, e e alguns casos, desesperador.

Bom, depois disso, fica a "dica", pra quem quiser. Fica o que eu penso sobre escrever. E fica uma indagação nova:

Escrita, a salvação da física, química e outras dezenas de ciências?

Pensei, pensei, pensei

Posted: segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , ,
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Tava aqui lendo umas coisas na gigantesca e constantemente em expansão rede mundial de dados, conhecida como internet - ou o nome que vc queira dar pra ela. Eram umas 5 e pouco da tarde. Aquele frio por causa da chuva, a tarde com uma cor esplendorosa (se essa palavra tiver errada me avisem, meu português tava meio parado esses dias) e tudo mais. Comecei a devanear e pensar na (minha) vida. Não pensei em nada específico, só sobre as ideias, eu, o Id. Pensei em mim, falando por alto. Não um pensamento decidido, quando me dei conta, já tinha pensado. Isso acontece comigo; nem me dou conta que sou alvo de mim mesmo. Pensei nos meus pensamentos, pensei nas minhas ideias, pensei nas minhas vontades, pensei no Eu. Pensei nas minhas razões em querer fazer uma (ou 2, ou 3, ou quantas desse vontade) tatuagem; pensei no que isso representa; pensei se ela(s) irá(ão) comportar alguma(s) ideologia(s), ou se é por puro oba-oba. Pensei no meu gosto por rock, aí lembrei mais uma vez que o herói do meu pai era (e é) Freddie Mercury, e que quando meus pais ainda eram casados - até os meus 7 anos - ele ouvia acho que todo dia Queen; novamente cogitei se esse meu gosto veio dele, se teria a ver com a tal da genética. De qualquer forma, é algo biológico, penso eu. Pensei no meu futuro; não planejando o tal, mas imaginando cores, formas e claro, PALAVRAS. Não pensei coisas exatas, apenas pensei, e é isso que importa nessa tarde fria e nonsense.

Reconstruindo Sofia

Posted: domingo, 23 de janeiro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , ,
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Há exatamente uma semana, eu me deparei com esse texto da minha amiga (e futura prof de english) Priscila Aliança:

No impressionante impressionismo dessa bossa
O ser-me e o anular-me se estapeiam.
Em dissonantes tabefes
A canção segue, testemunha dos meus ais:


Entre o ser-me e o anular-me,
Quem dói mais?

Após ler esse pequeno poema, uma coisa me veio à cabeça depois de um certo tempo: o desmonoramento de padrões, regras, rotinas, conceitos e outros substanbtivos semelhantes que não vêm ao caso. Eu fico me perguntando: o que é mais saudável, quebrar todos os conceitos estipulados pela ciência, recomeçando do zero, disperdiçando séculos de trabalho; ou manter tudo do jeito como está, seguir a inércia até a humanidade definhar por completo? A resposta não é tão fácil, e isso já sabemos. Com certeza, para muitas pessoas, é mais fácil/cômodo seguir a linha de tudo que já foi criado até agora, pois reformular algo que já está inteiramente pronto custa tempo, e hoje em dia tempo é sinônimo de dinheiro, lucro e capital. Ou seja, rever padrões significa (ou pelo menos se aproxima da) perda de capital e afins.
Só que para mim, essa ideia não me é lá muito agradável. Um dos meus objetivos de vida é burlar a inércia descrita por Newton três séculos atrás. Então ficar quieto na perfeição silenciosa me incomoda. Eu não tenho o que lucrar, então, tempo para mim não deve ser uma preocupação - pelo menos não agora. Isso seguindo a "linha de raciocínio" do parágrafo anterior. Eu sei que (me) dá muito trabalho, mas vale a pena.  E nem é refazer tudo o que os estudiosos propuseram nesse tempo todo, é transcender a barreira dos conceitos e fórmulas prontas das dezenas - centena, milhares até - dos livros didáticos existentes por aí. Me lembro muito bem do meu primeiro dia de aula no IFRN quase dois anos atrás. Uma aula de matemática com um professor aparentemente maluco e muito engraçado. "Tema" da aula: rever assuntos do 9º ano do Ensino Fundamental II. Sempre tive facilidade com matemática, mas naquele dia eu descobri/percebi uma coisa: muita coisa que eu tinha aprendido teria que ser revisto, ampliado e melhorado. Você tinha certeza de que já aprendera tudo sobre aquilo - na verdade eu apendi, pelo menos o que estva no livro didático - e de repende vê que não aprendera praticamente nada. Foi foda - no bom sentido! (Vale ressaltar que muita gente não gostou desse nova maneira de ver matemática, pois era muito mais complicada e dava muito mais trabalho)
Um outro bom exemplo sobre a revisão dos conceitos está na música - ou pelo menos é o que vejo. Uma banda lança um disco e seu estilo é imediatamente classificado pelos críticos. Aí a banda segue nesse estilo por mais alguns discos, até que lança um disco diferenet dos outros, fazendo as respectivas taxonomias caírem por terra. E qual é a primeira coisa que acontece - entenda-se acontece como minha percepção -? Reclassificar? Não. Surgem controvérsias e discussões por parte da mídia, críticos e público sobre o tal disco. O problema é que começam a julgar o disco como 'bom' ou 'ruim' simplesmente por ser diferente - e são apenas esses dois extremos. Mostras desses acontecimentos? O Resistance do Muse, o Chiaroscuro da Pitty, O Humbug do Arctic Monkeys, o Kid A do Radiohead. Pra mim, essas discussões chegam a ser idiotices. Qual o problema com algo novo? É sempre bom mudar de tempos em tempos. Acho que nem preciso explicar porque esses discos são os meus favoritos de suas respectivas bandas.
E há outro detalhe: o dilema e a escolha doem, mesmo naqueles que fogem da inércia natural do conhecimento. Em alguns casos, escolher entre A e B chega ser desgastante, principalmente quando A e B se opõem entre si. Mas as coisas são assim, o conhecimento não para.




P.S: Priscila Aliança é dona dos blogs Ex-Duco e Através do Monitor. Vale a pena conferir ambos.