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CLAMAMOS POR QUALIDADE NA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Posted: quarta-feira, 24 de agosto de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , ,
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Ao ouvirmos frases como “O alicerce do país é a educação”, “A valorização do professor é fundamental para o desenvolvimento educacional”, não há como nos enganarmos: estamos falando de eleições. Os discursos políticos vêm carregados de questões sobre a melhoria do quadro atual da educação; pois a consideramos um dos setores mais importantes para o desenvolvimento da nação.
É inegável que, por meio da produção do conhecimento, um país cresce, aumentando sua renda e a qualidade de vida das pessoas. Qual mãe ou pai desse país não deseja que seus filhos tenham oportunidades que eles não tiveram? Qual pai ou mãe que nunca falou que o melhor meio de vida digno é através da educação? Quem nunca ouviu das pessoas mais vividas que o conhecimento é o maior bem da vida, o único que iremos levar pra sempre e que não há quem tome?
É fato que o cenário da educação tem melhorado nos últimos anos. As instituições de ensino – fundamental, médio e superior – tornaram-se locais importantes para ascensão social e muitas famílias têm investido com esperança; o que gerou melhorias significativas para a população, principalmente a que tem menos poder aquisitivo. Contudo, ainda há muito para ser feito: somente 5% do PIB (Produto Interno Bruto) é investido na educação e não há valorização dos seus profissionais. Além disso, vê-se a educação como um “gasto” e não como um investimento, pois os resultados aparecem em longo prazo e para os políticos, que administram por quatro anos, calçar uma rua renderá mais votos para reeleição.
Por meio deste texto, nós, alunos e servidores do IFRN/Campus Ipanguaçu, comunicamos à sociedade que 192 campi dos institutos federais de educação estão em greve, reivindicando melhores condições para a educação. Nós pomos nosso senso crítico e político em prática, apoiando a causa dessa greve, por reconhecermos a necessidade de cobrar respeito do governo federal e um tratamento digno com a educação pública de qualidade. Aproveitamos também para nos solidarizarmos com os servidores do governo estadual, pois a UERN está em greve reivindicando mudanças na postura do governo Rosalba. São estes, os nossos governantes, os reais responsáveis por esse prejuízo causado à sociedade.
Todos nós merecemos, precisamos e acima de tudo temos “direito” a uma educação de qualidade, a um emprego decente, saúde, uma casa pra morar e chamar de nossa. E queremos deixar bem claro que apesar das coisas nesse país caminharem por vontades e apadrinhamentos políticos, nós não estamos pedindo favores e sim cobrando o que é nosso por direito. E é um crime que não tenhamos! Onde está a democracia? Afinal, que país é este?
É comum quando há greve a sociedade associar aos integrantes sinônimos como “vagabundos”, que “não querem trabalhar, que só querem saber do bolso deles” e tantas outras coisas... Contudo, o que não se sabe são as reais causas desse movimento e a responsabilidade acaba ficando com os envolvidos nele. Mas, ironicamente, o professor é o responsável para melhorar a cidadania. Mas, reflitamos! Esses servidores são profissionais, assim como médicos, juízes e também batalharam, estudando como eles. Então, por que eles são os mais desvalorizados? Antes de serem profissionais, será que eles não são pessoas que tem necessidades básicas como todos?
Sociedade, precisamos acordar para as injustiças que são propagadas onde vivemos! A responsabilidade em ter uma educação de qualidade não está exclusivamente no profissional da educação. Está nas administrações públicas, sejam quais forem. Por isso, temos que cobrar deles soluções para o problema, que não é apenas de quem estuda no IFRN, pois somos privilegiados se nos compararmos às demais instituições de ensino. Mas não queremos privilégios que só atingem a uma parte da população; queremos o cumprimento desses direitos para todos!
As reivindicações propõem a retomada dos recursos públicos, com o fim das terceirizações (que por sinal, sai muito mais caro para o governo, logo para o nosso bolso!); a valorização dos profissionais da educação, com a reestruturação das carreiras e reajustes de salários bases (o que implica na qualidade da educação, pois como queremos uma educação de qualidade com profissionais que não sejam bem remunerados?). Inclusive, vulgarizou-se o papel do professor, pois com todas essas questões que envolvem a educação e com os salários que são pagos, a população já tem receio em relação a essa profissão, levando à evasão de profissionais de qualidade na área da educação.
Outra questão é contra os projetos de lei que congela gastos com servidores e serviços públicos, estabelece avaliação para demissão dos servidores, criarem fundos privados de previdência no serviço público e demais projetos que estão em tramitação no congresso para tirar direitos adquiridos. Finalmente, no último ponto que ressaltamos, retira a estabilidade do servidor público, dando margem a manipulações e subordinações que levam à repressão da autonomia.
Portanto, é diante dessa situação da educação brasileira que estamos em greve, pois clamamos por qualidade da educação já! Se um país se desenvolve sem educação de qualidade, os serviços públicos dependerão da boa vontade dos políticos e a sociedade nunca terá autonomia. Dessa forma, as mudanças que o João, a Maria e você que está lendo essas palavras desejam nunca acontecerão.
É por isso que estamos em GREVE, pois embora nós, atualmente no IFRN, tenhamos uma educação pública diferenciada, queremos garantir que essa qualidade seja mantida e continue em desenvolvimento. Para tanto, é preciso que o governo não pare com os investimentos. Mas, reiteramos que o que queremos garantir é uma perspectiva que seja boa para todos. E isso se chama educação e democracia.

Alunos e Servidores do IFRN, Campus Ipanguaçu

Abraçar tudo com apenas 2 braços

Posted: domingo, 22 de maio de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , , , ,
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Falta pouco mais de um ano e meio para eu terminar o ensino médio, e o povo da minha sala já começa a pensar e decidir coisas para nossa formatura, festa e tal. Certo, tudo bem, isso todo mundo faz; mas e depois? E durante? Como será a minha vida sem essas pessoas? E não me refiro apenas aos meus colegas de classe, mas a todo mundo que eu gosto e tenho um carinho naquele lugar.
Quando eu paro pra analisar tudo que já se passou ali, eu fico assustado-estupefato-abobalhado com a velocidade do tempo: JÁ SE PASSARAM DOIS ANOS!!! E parece que foi há uma semana que eu tive a 1ª aula naquele lugar. O tempo passa muito rápido, porra. Aí, quando eu me dou conta disso, fico imaginando se fiz tudo valer a pena; se arrisquei o quanto devia, mesmo que tenha sido um erro (devo admitir que na maioria dos casos não foi um erro, pelo contrário, foi a melhor coisa que pude ter feito).
A gente quanto tem que escolher fazer ou não alguma coisa, sempre fica com um pé atrás, com o argumento: "ah, mas e se der errado?" Realmente, se for um erro, você vai se arrepender por muito tempo do que fez. Mas você só vai saber se isso foi um erro se arriscar as suas fichas no que quer fazer. É preciso deixar de lado o receio (em alguns momentos) e se jogar de cara nas vontades.
E quando você percebe que o tempo de um momento tá acabando, você quer aproveitar cada instante, cada "coisa" dele. Nem sempre é possível ter tudo de tudo (eu sei que essa expressão pode ser meio confusa, mas façam um esforço, por menor que seja, para entendê-la), mas é preciso aproveitar o máximo, pois é fato que você no futuro irá lamentar não ter feito o que queria.
E tem também as pessoas queridas, que você não imagina que irá abandonar, até o momento do adeus. Todas aquelas pessoas com que você passou (EU PASSEI) conversando durante tardes e mais tardes dos anos, às vezes esquecendo de algumas obrigações, ou mesmo conversando nas obrigações; num momento estão rindo (ou chorando) com você, no outro são as lembranças. Eu sei que um dia irei reencontrar algumas dessas pessoas, mas infelizmente não será a mesma coisa, e eu tenho consciência disso. Mas a prova de que eu amo essas pessoas está no fato de que não as esquecerei, farei questão de lembrar delas todos os dias, mesmo que eu tenha que sofrer com a saudade delas todos os dias. Então, farei com que cada momento seja único, até mesmo os mais tediosos, os mais felizes, os mais tristes, os mais engraçados, todos.

Então, precisamos arriscar naquilo que queremos. Oscar Wilde já dizia que o único jeito de se livrar das tentações é se jogar nelas.
Nem todos os momentos serão legais, mas um dia todos iremos lembrar deles, e acharemos eles bons!
E por fim, uma filosofia que eu vou tentar agregar a minha vida aos poucos: é melhor uma vida curta e intensa do que uma vida longa e parada.

Orgulho alheio

Posted: sexta-feira, 25 de março de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , , ,
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Hoje à tarde meu orgulho alheio simplesmente atingiu níveis que eu nunca imaginei que seriam alcançados. Sabe quando pessoas que você admira lhe põe um sorriso de ponta a ponta por algo que eles próprios fizeram? Isso aconteceu comigo hoje. Não é uma simples questão de prestigiar o trabalho alheio, é se sentir orgulhoso por algo que outras pessoas fizeram, é saber que você tá no meio daquela coisa toda, é você estar vivenciando isso,  vendo e vivendo toda essa gana pelo conhecimento, pelo aprendizado, pela descoberta.

Vamos situar toda essa minha euforia: hoje ocorreu no IFRN - Campus Ipanguaçu, o Seminário de Iniciação Científica, onde os alunos apresentaram seus projetos, pesquisas e tal. Uma coisa bem informal, destinada aos alunos novatos, com o objetivo de apresentar a eles a pesquisa do campus. Como eu adoro estar no meio desse mundo, fui assistir as apresentações no turno vespertino, que foi justamente o turno em que meus amigos apresentaram suas pesquisas e projetos.

Um dos grandes receios era que a coisa ficasse um tanto tediosa, pois muita coisa era bem científica e poderia soar estranha ao público, seja o público-alvo ou os "intrometidos". Mas que nada! Foi tudo muito bem descontraído, com excelentes, eu repito, EXCELENTES projetos, e uma galera atenta e principalmente, instigada. Poucas vezes presenciei algo como aquilo. Não que eu tenha ficado perplexo com essa participação toda, mas convenhamos que, quando você está acostumado a apresentar trabalhos para pessoas que nem sempre prestam atenção naquilo que você faz, a reação não é nem de espanto, é de euforia, pelo menos no meu caso. E olhe que eu nem apresentei, infelizmente (não tinha muita ideia pra falar ali, e se eu fosse apresentar uma porcaria, que provavelmente seria o resultado disso, a galera ia logo se desinteressar por aquele momento). Imagine se eu tivesse apresentado; tinha dado pulos de alegria. "Alguém se importa com meu trabalho!!!!!!!"
Agora acho que agora dá pra entender!

Por fim, meus parabéns a todos esses alunos que na tarde de hoje mostraram do que somos capazes, mostraram o que está acontecendo na nossa escola, além de aprender conceitos. Meus parabéns aos alunos que foram prestigiar todos aqueles trabalhos, porque ficar à tarde num sexta-feira é pra lá de cansativo (acreditem, eu sei como é); espero que tenham se sentido instigados do mesmo jeito que eu. Parabéns aos orientadores, que instruíram seus alunos da melhor maneira possível, proporcionando esses resultados fantásticos, mesmo com todas as dificuldades e perrengues. Parabéns aos responsáveis por esse momento, ele com certeza não foi em vão, e com certeza essas horinhas mudaram vidas.
O trabalho de todas essas pessoas é vital pra tudo isso que tá acontecendo naquele lugar praticamente desconhecido.

VIVA A PESQUISA...



P.S.: Agora, por favor, me deixa mergulhar de cabeça nesse mundo porque assistir é massa, mas desenvolver, é P-H-O-D-A!