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Amazônia e internacionalização

Posted: segunda-feira, 24 de outubro de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: ,
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Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:


“De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!
”

Orgulho alheio

Posted: sexta-feira, 25 de março de 2011 by Luis Tertulino in Loucuras usadas: , , , , ,
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Hoje à tarde meu orgulho alheio simplesmente atingiu níveis que eu nunca imaginei que seriam alcançados. Sabe quando pessoas que você admira lhe põe um sorriso de ponta a ponta por algo que eles próprios fizeram? Isso aconteceu comigo hoje. Não é uma simples questão de prestigiar o trabalho alheio, é se sentir orgulhoso por algo que outras pessoas fizeram, é saber que você tá no meio daquela coisa toda, é você estar vivenciando isso,  vendo e vivendo toda essa gana pelo conhecimento, pelo aprendizado, pela descoberta.

Vamos situar toda essa minha euforia: hoje ocorreu no IFRN - Campus Ipanguaçu, o Seminário de Iniciação Científica, onde os alunos apresentaram seus projetos, pesquisas e tal. Uma coisa bem informal, destinada aos alunos novatos, com o objetivo de apresentar a eles a pesquisa do campus. Como eu adoro estar no meio desse mundo, fui assistir as apresentações no turno vespertino, que foi justamente o turno em que meus amigos apresentaram suas pesquisas e projetos.

Um dos grandes receios era que a coisa ficasse um tanto tediosa, pois muita coisa era bem científica e poderia soar estranha ao público, seja o público-alvo ou os "intrometidos". Mas que nada! Foi tudo muito bem descontraído, com excelentes, eu repito, EXCELENTES projetos, e uma galera atenta e principalmente, instigada. Poucas vezes presenciei algo como aquilo. Não que eu tenha ficado perplexo com essa participação toda, mas convenhamos que, quando você está acostumado a apresentar trabalhos para pessoas que nem sempre prestam atenção naquilo que você faz, a reação não é nem de espanto, é de euforia, pelo menos no meu caso. E olhe que eu nem apresentei, infelizmente (não tinha muita ideia pra falar ali, e se eu fosse apresentar uma porcaria, que provavelmente seria o resultado disso, a galera ia logo se desinteressar por aquele momento). Imagine se eu tivesse apresentado; tinha dado pulos de alegria. "Alguém se importa com meu trabalho!!!!!!!"
Agora acho que agora dá pra entender!

Por fim, meus parabéns a todos esses alunos que na tarde de hoje mostraram do que somos capazes, mostraram o que está acontecendo na nossa escola, além de aprender conceitos. Meus parabéns aos alunos que foram prestigiar todos aqueles trabalhos, porque ficar à tarde num sexta-feira é pra lá de cansativo (acreditem, eu sei como é); espero que tenham se sentido instigados do mesmo jeito que eu. Parabéns aos orientadores, que instruíram seus alunos da melhor maneira possível, proporcionando esses resultados fantásticos, mesmo com todas as dificuldades e perrengues. Parabéns aos responsáveis por esse momento, ele com certeza não foi em vão, e com certeza essas horinhas mudaram vidas.
O trabalho de todas essas pessoas é vital pra tudo isso que tá acontecendo naquele lugar praticamente desconhecido.

VIVA A PESQUISA...



P.S.: Agora, por favor, me deixa mergulhar de cabeça nesse mundo porque assistir é massa, mas desenvolver, é P-H-O-D-A!